Angelina Jolie faz mastectomia preventiva devido a mutações genéticas

Angelina Jolie em 11 de abril de 2013 em Londres (Oli Scarff/Getty Images)

De acordo com investigações científicas, cerca de 5-10% do câncer de mama está relacionado a uma mutação genética, no entanto, quando a mutação está presente, a chance de desenvolver câncer é de 60%.

Recentemente, a mastectomia preventiva realizada pela artista cinematográfica Angelina Jolie chamou a atenção do público norte-americano e internacional. Sua decisão foi baseada nos riscos de câncer, cuja mãe faleceu com menos de 60 anos.

A atenção no caso de Angelina Jolie se concentrou em analisar as mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2, informou a Universidade de Toronto (UT) em 16 de maio, relatando as declarações do Dr. Lawrence S. Bloomberg, professor da Faculdade de Farmácia da UT e pesquisador dos riscos e prevenção do câncer.

Segundo o professor Bloomberg, faz-se um exame preventivo para detectar mutações dos genes BRCA 1 e BRCA 2 genes, que estão associados com 5-10% de todos os casos de câncer de mama, geralmente, em famílias em que há casos de câncer. “Quando há uma mutação, seu corpo não pode combater o câncer adequadamente”, diz o Dr. Bloomberg.

“É por isso que vemos as maiores taxas de câncer nestes indivíduos e idades precoces de início. Cânceres de mama decorrentes dessas mutações genéticas ocorrem com frequência na casa dos 30 e 40 anos e as mulheres com mutações também correm um risco muito elevado de desenvolver câncer de ovário”, diz o professor.

O professor estima que 30% das mulheres no Canadá que apresentam mutações nos genes BRCA 1 e 2 após exames fazem mastectomias preventivas, como decidido por Angelina Jolie. Isto ocorre principalmente nos casos em que há um histórico familiar similar de câncer.

Mulheres que se submetem à operação optam fazer a reconstrução da mama durante a mesma operação, aproveitando os tecidos saudáveis. No Canadá, a porcentagem estimada de câncer de mama é de 12% e, segundo o website de câncer do governo dos EUA, 60% desses casos desenvolvem câncer.

Genes BRCA 1 e 2

Os genes BRCA1 e BRCA2 pertencem a uma classe de genes conhecidos como supressores tumorais, conforme descrito no website de câncer do governo norte-americano.

Normalmente, os genes BRCA1 e BRCA2 ajudam a assegurar a estabilidade do material genético da célula (ADN) e ajudam a prevenir o crescimento celular descontrolado. A mutação desses genes está associada com o desenvolvimento de câncer hereditário de ovário e de mama.

“De acordo com estimativas de risco de vida, cerca de 12% das mulheres, 120 em 1.000 na população em geral, desenvolverá câncer de mama em algum momento de suas vidas, em comparação com 60% das mulheres (600 em 1.000) que herdaram uma mutação prejudicial nos genes BRCA1 ou BRCA2”, diz o relatório do governo.

“Em outras palavras, uma mulher que herdou uma mutação prejudicial em BRCA1 ou BRCA2 é cerca de cinco vezes mais propensa a desenvolver câncer de mama do que uma mulher que não tem essa mutação”, afirma o relatório.

As estimativas de risco de câncer de ovário entre as mulheres na população em geral indicam que 1,4% serão diagnosticadas com câncer de ovário em comparação com 15-40% das mulheres que têm uma mutação prejudicial em BRCA1 ou BRCA2.

O dano no gene BRCA1 pode aumentar o risco da mulher desenvolver câncer cervical, uterino, de pâncreas e cólon, enquanto o BRCA2 propicia câncer de pâncreas, estômago, vesícula biliar, canais biliares e casos de melanomas.

Em homens com BRCA1, o maior risco está associado a câncer de mama e, possivelmente, de pâncreas e testículos. E câncer de próstata precoce se relacionaria ao gene BRCA2.

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