A tirania está de volta: por que devemos dizer não à quarentena

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O experimento social do confinamento parece ter gerado uma enorme sensação de prazer nos homens de ímpeto tirânico. Em nome da “ciência” e de uma suposta preocupação com a saúde, já há países pregando e praticando o confinamento que levou à quase inanição da economia.

No Estado do Michigan, nos Estados Unidos, por exemplo, as universidades e escolas de ensino médio foram fechadas (curiosamente, as escolas de educação infantil não entraram nesta lista, o que me faz pensar que talvez o vírus não goste das criancinhas daquela região), bem como cinemas, cassinos e outras atividades recreativas. Há recomendação de que todos os trabalhadores façam seu trabalho em casa e só saiam se realmente, não houver possibilidade do trabalho remoto.

Boris Johnson, o primeiro-ministro britânico, também decretou quarentena em seu país. Segundo o chefe de governo da Inglaterra, a quarentena é necessária para que as famílias possam se reunir no natal. A bizarrice continua quando Johnson afirma que “Negócios não essenciais e locais de entretenimento fecharão e os bares e restaurantes terão de fechar exceto para consumo de comida em casa”.

No Brasil, mais especificamente no Estado de São Paulo, cujo governador ficou amplamente conhecido por suas medidas draconianas de perseguição a empresários e cidadãos que não se submeteram aos seus caprichos ditatoriais, não há, segundo o atual prefeito, Bruno Covas, cúmplice de Dória na aplicação da tirania,  uma segunda onda que exija medidas de confinamento e cárcere privado. Claro, caros leitores. Não há. Talvez ela venha após o segundo turno que será disputado com o professor universitário que deseja resolver os problemas previdenciários do Estado por meio de mais inchaço da máquina pública.

O fato é que a tirania ganhou maior aceitação entre os chamados “pandeminions” que, inconsequentes e irresponsáveis, acreditam que podemos paralisar as atividades econômicas indefinidamente. Estes, os famigerados idiotas úteis ao melhor estilo “Revolução dos Bichos”, fazem coro aos absurdos praticados pelo Estado em nome de uma suposta proteção à saúde.

Aos que acreditam que o melhor caminho é a subserviência ao Estado e à sua tirania, pergunto:

O que faremos quando toda a pujança econômica (ou o que sobrou dela) for despedaçada pela tirania do confinamento?

O que faz o Estado definir quais atividades são ou não essenciais a uma nação?

O que dizer dos trabalhadores do segmento “não essencial” da economia?

Dependerão eternamente dos subsídios governamentais?

Se sim, de onde o dinheiro para os subsídios virá se não houver quem produza?

Não perceberam, ainda, que a melhor resposta para todo e qualquer problema enfrentado pela sociedade passa pela descentralização do poder?

Para concluir, acho importante nos lembrarmos das palavras de Bastiat:

“A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados a fazer as leis”.  O objetivo da lei deveria ser, portanto, a manutenção da paz e da justiça, o que nos leva a concluir que, sob o risco de condescendermos com o absolutismo, precisamos resistir à tirania do confinamento.

 

As opiniões expressas neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Epoch Times.

Juliano Oliveira

É administrador de empresas, professor e palestrante. Especialista e mestre em engenharia de produção, é estudioso das teorias sobre liberalismo econômico.

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