A menina faz estranhas afirmações sobre ter sido atingida por um ônibus. Então, ela conhece certa pessoa e tudo fica claro para ela

Ela começou a falar sobre isso quando tinha apenas 3 anos de idade

Por Joseph Gonzalez

Desde muito pequena, Purnima podia descrever completamente o processo de fabricação de incenso. Uma garota de sua idade e que não era do ramo de incenso não teria conhecimentos sobre isso, a menos que fizesse parte de uma família de fabricantes de incenso, o que não era o caso.

Ela afirma ter vivido como um fabricante de incenso chamado Jinidasa, que foi atingido e morto por um ônibus anos – antes de ela ter nascido.

Ela foi capaz de descrever a localização da casa desse homem e até mesmo lembrou a maneira exata que ele foi atropelado pelo ônibus e morreu.

Tudo isso parecia algo estranho para uma garotinha contar. Mas o caso é que…esse senhor realmente existiu.

A família de Jinidasa, que vivia a centenas de quilômetros de distância de Purnima, confirmou que tudo o que Purnima afirma é verdade e, agora, a veem como uma reencarnação daquele homem.

Quando, pela primeira vez, Purnima conheceu a família desse senhor falecido, ela pôde reconhecer todos os membros da família e até chamou uma das irmãs de Jinidasa de “sua irmã mais nova”, apesar de Purnima ser mais jovem do que ela.

A garota também apresentava marcas de nascença no lado esquerdo do peito, no mesmo local onde Jinidasa sofreu ferimentos fatais.

“Quando vi a família, percebi que o renascimento era algo real” – disse Purnima.

Durante décadas, houve inúmeros relatos de crianças pequenas falando, com vívidos detalhes, sobre uma vida passada que elas tiveram.

Não há evidências concretas sobre o que acontece quando morremos e tudo o que podemos fazer é especular. E o debate sobre a existência de uma vida após a morte é aquele que vem sendo realizado desde séculos atrás.

A reencarnação é um entendimento sobre a vida após a morte e é definida como o momento em que a alma se transfere para um corpo diferente depois da morte.

E tem havido evidências de que a reencarnação é uma possibilidade, mas não da maneira que você pensa.

(Pexels / Samuel Silitonga)

Um certo padrão é comum entre essas crianças: quando eles aprendem a falar, geralmente em torno dos 2 anos, já contam sobre suas vidas passadas.

Real Stories fez um documentário sobre esse assunto: crianças que alegaram lembrar de uma vida passada. Elas foram entrevistadas e as investigações foram conduzidas para verificar se a pessoa a quem se referiam realmente existiu.

Um dos casos mais bem documentados envolve Purnima, uma garota do Sri Lanka, que começou a contar sobre sua vida passada aos três anos de idade.

(YouTube / Real Stories)

Um artigo da Revista da Universidade da Virgínia narra sobre outras crianças e suas histórias, tudo acompanhado por um pesquisador.

Um professor da Universidade da Virgínia tem mais de 2.500 casos de reencarnações potenciais guardados em seu gabinete.

(Pexels / Pixabay)

O professor Jim B. Tucker passou décadas pesquisando esses tipos de casos e pensa que a ciência é a chave para tudo.

“A física quântica indica que nosso mundo físico pode crescer a partir de nossa consciência” – afirmou Tucker.

Esta é a base para uma teoria de que o mundo material é aquele que é composto inteiramente pelo cérebro. Por isso, nossas consciências não dependem do mundo para existir.

Portanto, uma vez que morremos, nossa consciência pode se apegar a um novo cérebro e começar uma nova vida.

De acordo com os estudos de Tucker, 70% das crianças estudadas dizem que sua vida anterior foi interrompida por uma tragédia.
Como vimos, isso se aplica a Purnima.

Uma das cinco crianças estudadas lembrou de um estado de suspensão, do tempo entre a morte e um novo nascimento.

O fato de crianças pequenas contarem sobre algo aparentemente tão estranho como isso pode fazer as pessoas se perguntarem se existe realmente algo como a reencarnação.

Claro, é preciso ter em conta que as crianças podem ter imaginações vívidas e, por isso, essas histórias poderiam ser completamente inventadas por elas. Mas, dado o número de histórias que realmente podem ser apoiadas por evidências, com confirmações das mortes das pessoas que as crianças alegam ter sido em vidas passadas, então, quem estaria com a razão?

De qualquer forma, os estudos continuarão até que provas suficientes possam confirmar uma coisa ou outra em relação a esse tema.

 
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