A mágica Serenata de Schubert

A existência humilde que experimentou o grande compositor Franz Schubert em certos períodos de sua vida e que o impediu de ter seu próprio piano levou-o a usar o de seus amigos e a entreter diversos eventos sociais que lhe permitiram divulgar e vender sua música; assim testemunham vários esboços expostos no museu da audição, do som e da música em Viena.

Schubert costumava escrever rapidamente pequenas peças de música que não conseguia nem fazer a revisão e já eram publicadas.

“Ele andava para cima e para baixo com o livro na mão,… de improviso sentava-se por um minuto, e à velocidade de quem prepara uma batida, a balada já estava composta”, descreveu um de seus amigos, Josef von Spaun, relativo ao Lieder “O Rei dos Elfos” (Erlkonig) com letra de Goethe, de acordo com uma biografia de Igor Principe.

Franz Schubert recebeu os ensinamentos de seu pai, um mestre da escola, numa época de prestígio. Participou aos 11 anos de uma audição de cantores do coro da Capela Real de Viena e imediatamente chamou a atenção do então encarregado Antonio Salieri, que o selecionou. Estudou com o diretor musical Innocenz Lang e, mais tarde, sob a orientação de Salieri.

Começou imediatamente com suas primeiras fantasias e ele gostava de sonhar em quarteto com sua família de músicos. Foi considerado um grande compositor de Lieder, música cantada que sempre foi publicada e amplamente aceita. Suas grandes obras não foram compreendidas em sua época, mas muitos anos despois de sua morte.

Franz Schubert nasceu em 31 de janeiro de 1797 em Lichtental, um subúrbio de Viena, Áustria. Ele faleceu em 19 de novembro de 1828 de febre tifoide.

Ian Bostridge, famoso tenor inglês, nascido em Londres em 25 de dezembro de 1964, graduou-se em História Moderna e História e Filosofia das Ciências na Universidade de Oxford e Cambridge. Dedicou-se posteriormente a sua reconhecida carreira de canto.

A Serenata pertence a uma recompilação póstuma chamada “O Canto do Cisne” de Franz Schubert, que foi publicada por seu editor em 1829 com o número D957. A letra pertence ao poeta Ludwig Rellstab (1799-1860).

 
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