2.000 chineses assinam petição pela libertação de praticante do Falun Gong

Uma coleção de assinaturas mostra nomes chineses que assinaram a petição. Muitos usaram suas impressões digitais além de seus nomes.

Mais de dois mil moradores da província chinesa de Hunan assinaram um apelo pela liberação de um praticante do Falun Gong preso. Esta foi a maior demonstração de apoio público pelo movimento espiritual perseguido.

He Jincui, de 56 anos e da cidade Chenzhou, foi presa em julho após distribuir panfletos sobre os maus-tratos do regime chinês a praticantes do Falun Gong. O Falun Gong é uma prática de meditação com exercícios de movimentos lentos e suaves que foi proibido em 1999.

Depois que He Jincui foi sequestrada, vários membros de sua comunidade lançaram uma petição para exigir sua libertação, chegando a reunir mais de 2.000 assinaturas até 17 de novembro, segundo o website Minghui.org, que é mantido por praticantes do Falun Gong e documenta casos de perseguição na China além de outras atividades do Falun Gong ao redor do mundo.

“O Partido Comunista Chinês [PCC] sequestrou outro [praticante] do Falun Gong?”, perguntou uma mulher enquanto contribuía com sua assinatura, acrescentando, “Por favor, apresse-se e encontre mais pessoas para assinar por seu resgate.”

Um homem idoso, que assinou a petição, descreveu a prisão de He Jincui como uma ação “simplesmente ilegalrealizada pelas autoridades chinesas, dizendo que esperava que mais pessoas assinassem.

“Não é um crime de forma alguma praticar o Falun Gong”, disse outra mulher. “É um disparate total da polícia prender pessoas boas ao invés de criminosos!”

Milhares de praticantes do Falun Gong foram mortos por tortura e maus-tratos das autoridades chinesas enquanto presos ou sob custódia policial, segundo o Minghui. Além disso, dezenas de milhares têm sido vítimas da colheita forçada de órgãos sancionada pelo Estado chinês, segundo relatórios independentes.

Na preparação para o 18º Congresso Nacional do PCC, as autoridades chinesas intensificaram a perseguição na tentativa de “manter a estabilidade”, com praticantes de Chenzhou e de vários outros locais de Hunan perdendo suas vidas.

No início de setembro, o Minghui relatou a morte por tortura de Jiang Meilan, uma praticante do Falun Gong de 65 anos do condado de Xintian, província de Hunan. Jiang Meilan morreu 23 dias depois de ser levada para o centro de lavagem cerebral Laodaohe.

Um exame no hospital revelou que seus órgãos internos tinham sido esmagados e ela tinha marcas de queimadura por bastões elétricos em sua boca e em todo o corpo.

Outra praticante, Xu Chenseng, que trabalhava na fábrica de cigarros Chenzhou, foi sequestrada na rua em 16 de maio e interrogada por 12 horas. Durante todo o tempo, não lhe permitiram beber nada, comer ou usar o banheiro.

Posteriormente, Xu Chenseng foi levada numa viatura policial, onde morreu no caminho do centro de detenção. A Secretaria de Segurança Pública de Beihu notificou a família de Xu Chenseng dois dias depois e lhes disse que ela morreu de “doença súbita”.

A família pediu uma autópsia, mas as autoridades do governo, da segurança pública e da procuradoria os impediram. Atualmente, o corpo de Xu Chenseng ainda é mantido no freezer do necrotério.

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Nota do Editor: Quando o ex-chefe de polícia de Chongqing, Wang Lijun, fugiu para o consulado dos EUA em Chengdu em 6 de fevereiro, ele colocou em movimento uma tempestade política que não tem amenizado. A batalha nos bastidores gira em torno da postura tomada pelos oficiais em relação à perseguição ao Falun Gong. A facção das mãos ensanguentadas, composta pelos oficiais que o ex-líder chinês Jiang Zemin promoveu para realizarem a perseguição ao Falun Gong, tenta evitar ser responsabilizada por seus crimes e continuar a campanha genocida. Outros oficiais têm se recusado a continuar a participar da perseguição. Esses eventos apresentam uma escolha clara para os oficiais e cidadãos chineses, bem como para as pessoas em todo o mundo: apoiar ou opor-se à perseguição ao Falun Gong. A história registrará a escolha de cada pessoa.

 
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