10.000 garrafas falsas de vinho Rothschild encontradas numa casa na China

Um funcionário da casa de leilões Sotheby’s exibe uma garrafa rara de Jeroboam do Chateau Mouton Rothschild de 1953; em 17 de janeiro de 2012 em Londres, Inglaterra (Oli Scarff/Getty Images)

As autoridades chinesas disseram que apreenderam cerca de 10 mil garrafas de vinho falso Chateau Lafite Rothschild, consideradas o tipo mais caro de vinho tinto no mundo, numa casa aparentemente abandonada na cidade costeira de Wenzhou na semana passada.

A descoberta ressalta o problema descontrolado dos produtos falsificados na China.

O dono da casa, cujo sobrenome é Zou, disse que descobriu que sua propriedade estava cheia de garrafas de vinho, mas negou envolvimento, informou o jornal Diário de Shanghai.

Se fosse verdadeiro, o vinho teria um valor aproximado de 100 milhões de yuanes (16 milhões de dólares), segundo a publicação. Cerca de 50 mil garrafas de Chateau Lafite Rothschild são importadas para a China a cada ano.

As autoridades chinesas disseram que cerca de 70% do vinho Rothschild no país é falso. O vinho é visto como um símbolo de status entre as elites chinesas.

A casa era guardada por cinco cães, incluindo dois mastins tibetanos – considerados um dos maiores cães do mundo, pesando mais de 140 quilos. As autoridades encontraram o homem que alimenta os cães e perguntaram-lhe sobre seu empregador, mas ele não revelou qualquer coisa, dizendo somente que cuidava dos animais há três anos.

A polícia agora está à procura da oficina onde o vinho teria sido produzido.

O Chateau Lafite Rothschild ganhou seis processos contra empresas chinesas que falsificavam vinho, segundo o Diário.

Desde 1800, a vinícola francesa é de propriedade da riquíssima família Rothschild, que acumulou sua riqueza por meio de manipulações bancárias. O preço recorde de uma garrafa de Chateau Lafite 1787 que teria sido possuída pelo fundador norte-americano Thomas Jefferson foi vendida por 156 mil dólares em 1985.

A China tem tido problemas com produtos falsificados há alguns bons anos. Num dos mais destacados exemplos, foi descoberto no início deste ano que mais de um milhão de peças eletrônicas falsas entraram na cadeia de abastecimento de defesa dos EUA, segundo um relatório do Senado estadunidense.

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