Publicado em 09/04/2015 às 11:21 - Atualizado em 09/04/2015 às 11:28

Pró-russos realizam execuções sumárias de ucranianos, denuncia Anistia Internacional

Funeral de soldado ucraniano na Catedral Mikhaylovsky em Kiev (Genya Savilov / AFP / Getty Images)

Funeral de soldado ucraniano na Catedral Mikhaylovsky em Kiev (Genya Savilov / AFP / Getty Images)

A Anistia Internacional (AI) denunciou hoje (9) que execuções sumárias de soldados ucranianos estão sendo realizadas por parte de grupos pró-russos no leste do país, e pediu uma ação “urgente” para responder à crise humana.

“A nova evidência destas mortes sumárias confirma o que suspeitávamos há algum tempo. A questão agora é: O que é que os líderes separatistas farão a esse respeito”, disse o subdiretor da AI para a Europa e Ásia Central, Denis Krivosheev.

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Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, há provas de que quatro soldados morreram após serem capturados.

“As torturas e a morte de soldados capturados, entregues ou feridos são crimes de guerra. Estas denúncias devem ser imediatamente investigadas, a fundo e de forma imparcial, e os seus responsáveis alvo de julgamentos justos por parte das autoridades reconhecidas”, sublinhou Denis Krivosheev.

A AI afirma existirem imagens que mostram o soldado ucraniano, Ihor Branovytsky, que defendia o aeroporto de Donetsk, Ucrânia, após ter sido capturado e interrogado, foi executado, segundo testemunhas, por um disparo de um comandante separatista.

A organização também diz ter visualizado vídeos que mostram os corpos de pelo menos outros três militares das forças armadas ucranianas que, aparentemente, foram executados.

“As execuções sumárias são pura e simplesmente crimes de guerra. Os líderes da autoproclamada ‘República Popular de Donetsk’ no leste da Ucrânia devem enviar aos seus membros a clara mensagem de que os que lutam a seu lado e em seu nome devem respeitar as leis da guerra”, frisou Krivosheev.

Desde fevereiro está em vigor um cessar-fogo no leste da Ucrânia.

A AI apresentou estas denúncias num comunicado, depois de um comandante separatistas ter recentemente dito ao jornal ucraniano Kyiv Post, que executou 15 soldados das forças armadas ucranianos.

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