Publicado em 05/10/2009 às 3:00 - Atualizado em 05/10/2009 às 3:00

Pacifistas brasileiros vestem estátua de Gandhi

A estátua de Gandhi vestida com a camisa da mobilização da Marcha Mundial. (Felipe Santiago/The Epoch Times)RIO DE JANEIRO – Pacifistas se reuniram na Praça Mahatma Gandhi em 2 de outubro para a cerimônia de abertura da Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência, no mesmo dia do aniversário de Mahatma Gandhi e do Dia Internacional da Não-Violência. Num ato simbólico, os ativistas vestiram a estátua de Gandhi com a camisa do movimento e de mãos dadas cantaram canções sobre um mundo inter-religioso e de paz.

Marco Pantoja, porta-voz da Marcha Mundial no Rio de Janeiro, disse, “As nossas propostas humanistas estão compreendidas em cinco objetivos, ou seja, o desarmamento nuclear a nível mundial, a retirada imediata de tropas invasoras de territórios ocupados, a redução progressiva e proporcional do armamento convencional, a assinatura de tratados de não-agressão entre as nações, e a renúncia dos governos a utilizarem as guerras como meio para resolver conflitos.”

Segundo o site oficial, a Marcha Mundial começa em 2 de outubro na Nova Zelândia e seu percurso incluirá seis continentes e 90 países, cruzando uma distância de 160 mil km em 90 dias. Os números do movimento são: 500 instituições coorganizadoras, 3 mil instituições colaboradoras e de apoio, 1 milhão de participantes no circuito e 10 milhões de participantes virtuais.

“A Nova Zelândia foi escolhida como ponto de partida devido a sua forte legislação a respeito do desarmamento. […] O único país que não nos apoiou foi a China, devido à aderência do Dalai Lama à Marcha. O governo chinês disse que se nós aceitássemos seu apoio, eles não nos deixariam incluir a China no trajeto da Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência”, disse Mareli Penteado, um dos organizadores no Rio de Janeiro.

A principal justificativa do movimento é que seria possível acabar com a fome no mundo com 10% do que é atualmente gasto em armamento e que 30-50% do orçamento em armamento deveria ser dedicado para melhorar a vida das pessoas ao invés das armas. “Eliminar as guerras e a violência significa deixar a pré-história humana para trás e dar um novo passo adiante na evolução de nossa espécie”, disse Penteado.

O movimento passará pelas cidades do mundo sob a forma de encontros, festivais, conferências e eventos culturais. Iniciativas podem ser organizadas por qualquer um que se junte ao movimento através do webside: www.theworldmarch.org

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