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Nove Comentários sobre o Partido Comunista Chinês – Capítulo 3

A tirania em ação: Policiais chineses uniformizados e à paisana prendem praticantes do Falun Gong que foram à Praça Tiananmen realizar um apelo pacífico pelo fim da perseguição em 25 de julho de 2001. (Clearwisdom)

A tirania em ação: Policiais chineses uniformizados e à paisana prendem praticantes do Falun Gong que foram à Praça Tiananmen realizar um apelo pacífico pelo fim da perseguição em 25 de julho de 2001.
(Clearwisdom)

A TIRANIA DO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS

Este é o terceiro dos Nove Comentários

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Prefácio

Quando se menciona tirania, a maioria do povo chinês se lembra de Qin Shihuang (259-210 a.C.), o primeiro imperador da Dinastia Qin, cujo opressivo governo queimou livros filosóficos e enterrou vivos estudantes de Confúcio. O tratamento cruel de Qin Shihuang ao seu povo veio de sua política de “sustentar seu regime com todos os recursos sob o Céu” [1]. Esta política tinha quatro aspectos principais: impostos excessivamente pesados; desperdiçar trabalho humano em projetos que o glorificassem; torturas brutais apoiadas por leis severas, incluindo a punição para membros da família e vizinhos do ofensor; e o controle mental bloqueando-se todas as vias de pensamento livre e formas de expressão por meio da queima de livros e até enterrando estudiosos vivos. Sob o regime de Qin Shihuang, a China tinha uma população de cerca de 10 milhões; a corte Qin recrutou cerca de dois milhões para realizarem trabalho forçado. Qin Shihuang estendeu suas leis severas ao domínio intelectual, proibindo a liberdade de pensamento em larga escala. Durante seu regime, milhares de estudiosos de Confúcio e oficiais que criticaram o governo foram mortos.

Hoje, a violência e os abusos do Partido Comunista Chinês (PCCh) são ainda mais severos do que os da tirânica Dinastia Qin. A filosofia do PCCh é a da “luta”, e o regime do PCCh foi construído sobre uma série de “lutas de classe”, “lutas por caminhos”, e “lutas ideológicas”, tanto na China como direcionadas a outras nações. Mao Tsé-Tung, o primeiro líder do PCCh da República Popular da China (RPC), falou sobre isso abertamente dizendo: “Sobre o que o Imperador Qin Shihuang pode fazer alarde? Ele matou somente 460 estudiosos de Confúcio, mas nós matamos 46 mil intelectuais. Há pessoas que nos acusam de praticarmos a ditadura como o Imperador Qin Shihuang e nós admitimos tudo. Condiz com a realidade. É uma pena que eles não nos deem crédito suficiente, então nós temos que fazer mais.” [2]

Vamos dar uma olhada nos 55 duros anos sob o regime do PCCh na China. Como sua filosofia de base é a “luta de classe”, o PCCh não poupou esforços desde que tomou o poder para cometer genocídio de classe, e construiu seu reinado de terror mediante revolução violenta. Assassinatos e lavagem cerebral foram usados conjuntamente para suprimir qualquer crença que não fosse a teoria comunista. O PCCh lançou sucessivos movimentos para retratar-se como infalível e divino. Seguindo suas teorias de luta de classe e revolução violenta, o PCCh tentou purgar os dissidentes e as classes sociais opositoras, usando a violência e a mentira para forçar todo o povo chinês a se tornar servo obediente do seu regime tirânico.

I. Reforma agrária – Eliminando a classe dos senhores de terra

Apenas três meses depois de estabelecida a China comunista, o PCCh começou a eliminação da classe dos senhores de terra como uma das diretrizes do seu programa nacional de reforma agrária. O slogan do Partido “a terra para o agricultor” incitou o lado egoísta dos camponeses sem terra, encorajando-os a lutarem contra os senhores de terra por quaisquer meios e a desconsiderarem as implicações morais de seus atos. A campanha de reforma agrária estipulou explicitamente a eliminação da classe dos senhores de terra e dividiu a população rural em diferentes categorias sociais. Vinte milhões de habitantes rurais em toda a nação foram rotulados de “senhores de terra, camponeses ricos, reacionários, ou maus elementos”. Estes novos rejeitados encararam discriminação, humilhação e a perda de todos os seus direitos civis. Conforme a campanha de reforma agrária alcançava áreas remotas e vilas de minorias étnicas, as organizações do PCCh também se expandiam rapidamente. Os comitês do Partido nos municípios e as agências do Partido nas vilas se espalharam por toda a China. As agências locais eram as porta-vozes das instruções do Comitê Central do Partido e estavam na linha de frente da luta de classe, incitando os camponeses a se levantarem contra os senhores de terra. Perto de 100 mil proprietários morreram durante essa fase. Em certas áreas, o PCCh e os camponeses mataram famílias inteiras de proprietários, ignorando o sexo ou a idade, como uma maneira de acabar completamente com a classe proprietários de terra.

Nesse meio tempo, o PCCh lançou sua primeira onda de propaganda, declarando que “o presidente Mao é o grande salvador do povo” e que “somente o PCCh pode salvar a China”. Durante a reforma agrária, os camponeses sem terra obtiveram o que queriam mediante a política do PCCh de colher sem trabalhar, roubar sem se preocupar com os meios. Os camponeses pobres deram crédito ao PCCh por melhorar suas vidas e assim aceitaram a propaganda do PCCh de que o Partido trabalhava para o interesse do povo.

Para os proprietários da terra recém-adquirida, os bons dias da “terra para o agricultor” tiveram vida curta. Em dois anos, o PCCh impôs aos agricultores um número de práticas, tais como grupos de ajuda mútua, cooperativas primárias, cooperativas avançadas e comunas populares. Usando o slogan “mulheres com pés atados” para criticar os que eram devagar, o PCCh dirigiu e empurrou, ano após ano, camponeses ansiosos a “precipitarem-se” no socialismo. Com os grãos, o algodão e o óleo de cozinha colocados sob um sistema nacional de aquisição unificado, os principais produtos agrícolas foram excluídos do mercado livre. Além disso, o PCCh criou um sistema de registro residencial, impedindo os agricultores de irem para as cidades a procura de trabalho ou para morar. Os que são registrados como residentes rurais não têm permissão para comprar grãos em armazéns controlados pelo governo e suas crianças são proibidas de receberem educação nas cidades. Os filhos de agricultores só podiam ser agricultores, transformando 360 milhões de residentes rurais no início dos anos de 1950 em cidadãos de segunda classe.

A partir de 1978, nos primeiros cinco anos depois de passarem de um sistema de contrato coletivo para um sistema familiar, alguns entre os 900 milhões de agricultores melhoraram de situação, com suas rendas crescendo consideravelmente e o status social de certa forma melhorando. Entretanto, este pequeno benefício foi logo perdido devido à política de preços que valorizava os produtos industriais em detrimento dos produtos agrícolas, e os agricultores mergulharam na pobreza novamente. A diferença do rendimento entre a população urbana e a rural cresceu drasticamente, e a disparidade econômica continua a aumentar. Novos proprietários de terras e agricultores ricos reemergiram nas áreas rurais. Dados da Agência de Notícias Xinhua, a porta-voz do PCCh, mostram que desde 1997, o rendimento das maiores áreas de produção de grãos e a renda da maioria das famílias rurais permaneceram da mesma forma, em alguns casos até caíram. Em outras palavras, a renda dos camponeses originária da produção agrícola realmente não cresceu. A média da renda urbana sobre a rural cresceu de 1.8 contra 1 em 1980, para 3.1 contra 1 hoje.

II. Reformas na indústria e no comércio – Eliminando a classe capitalista

Outra classe que o PCCh queria eliminar era a burguesia nacional que detinha o capital nas cidades e zonas rurais. Enquanto reformava a indústria e o comércio da China, o PCCh alegava que a classe capitalista e a classe trabalhadora eram diferentes em natureza: a primeira era a classe exploradora enquanto que a outra era a classe não-exploradora e antiexploradora. De acordo com essa lógica, a classe capitalista havia nascido para explorar e não pararia até que perecesse; ela só poderia ser eliminada, e não reformada. A partir dessas premissas, o PCCh tanto matou como transformou capitalistas e comerciantes por meio da lavagem cerebral. O PCCh usou o seu já testado sistema de aceitar o obediente e de destruir os que discordam. Se a pessoa entregasse seus ativos ao Estado e aceitasse o PCCh, ela era considerada um problema menor entre o povo. Se por outro lado ela discordasse ou se queixasse da política do PCCh, seria rotulada como reacionária e se tornaria alvo da ditadura draconiana do PCCh.

Durante o reinado do terror que emergiu durante essas reformas, capitalistas e homens de negócios entregaram seus ativos. Muitos deles não suportaram a humilhação que tiveram de enfrentar e cometeram suicídio. Chen Yi, então prefeito de Shanghai, perguntava todo dia, “Quantos paraquedistas há hoje?”, referindo-se ao número de capitalistas que cometeram suicídio pulando do topo dos prédios naquele dia. Em poucos anos, o PCCh eliminou completamente a propriedade privada na China.

Enquanto desenvolvia seus programas de reformas agrária e industrial, o PCCh lançava vários movimentos que perseguiam o povo chinês. Esses movimentos incluíam: a “supressão dos contrarrevolucionários”; campanhas de reforma ideológica; a eliminação do grupo anti-PCCh, liderado por Gao Gang e Rao Shushi; a investigação do grupo “contrarrevolucionário” de Hu Feng [3]; a “Campanha Três-Anti”, a “Campanha Cinco-Anti”, e outras limpezas de contrarrevolucionários. O PCCh usou esses movimentos para perseguir brutalmente um incontável número de pessoas inocentes. Em cada movimento político, o PCCh utilizou totalmente o controle dos recursos do governo em conjunto com os comitês do Partido, agências e ramificações menores. Três membros do Partido formariam um pequeno grupo de combate, infiltrando-se em todas as vilas e vizinhanças. Esses grupos estariam em todo lugar, sem deixar pedra sobre pedra. Essa rede do Partido profundamente entrincheirada, herdada da organização do PCCh durante os anos de guerra em que havia “agências do Partido instaladas dentro do exército”, desempenharam desde então um papel chave nos movimentos políticos posteriores.

III. Repressão das religiões e grupos religiosos

O PCCh cometeu outra atrocidade na repressão brutal das religiões e na proibição completa dos grupos religiosos após a fundação da República Popular da China. Em 1950, o PCCh instruiu os governos locais a banirem todas as crenças religiosas não oficiais e sociedades secretas. O PCCh declarou que aqueles grupos clandestinos “feudalistas” eram somente ferramentas nas mãos dos senhores de terra, fazendeiros ricos, reacionários e agentes especiais do KMT. Numa repressão nacional, o governo mobilizou as classes que confiava para identificar e perseguir os membros de grupos religiosos. Os governos em vários níveis estavam diretamente envolvidos em desmembrar esses “grupos supersticiosos” como as comunidades dos cristãos, católicos, taoistas (principalmente os seguidores de I-Kuan Tao) e budistas. Os membros destas igrejas, templos e sociedades religiosas receberam ordens de se registrarem junto às agências do governo e de se arrependerem de seus envolvimentos. Se não o fizessem iriam ser severamente punidos. Em 1951, o governo divulgou formalmente regulamentações ameaçando que aqueles que continuassem suas atividades em grupos religiosos não oficiais incorreriam prisão perpétua ou pena de morte.

Esse movimento perseguiu um grande número de pessoas benevolentes e respeitadores da lei que acreditavam em Deus. Estatísticas incompletas indicam que em 1950 o PCCh perseguiu pelo menos três milhões de crentes religiosos e membros de práticas secretas, sendo alguns deles foram mortos.

O PCCh vasculhou quase todas as casas do país e interrogou seus membros, até destruiu estátuas do Deus da Cozinha que os camponeses chineses tradicionalmente adoravam. As execuções reforçavam a mensagem do PCCh de que a ideologia comunista era a única ideologia e fé legítimas. O conceito de crentes “patriotas” logo emergiu. A Constituição do Estado protegia os crentes “patriotas”. A realidade era que qualquer religião que alguém acreditasse teria somente um critério: tinha de seguir as instruções do PCCh e reconhecer que o PCCh estava acima de todas as religiões. Se você fosse um cristão, o PCCh era o Deus cristão. Se você fosse um budista, o PCCh seria o Mestre do Metre Buda. Entre os muçulmanos, o PCCh era o Alá do Alá. No que diz respeito ao Buda vivo do budismo tibetano, o PCCh interviria e ele mesmo escolheria quem seria o Buda vivo. O PCCh deixou as pessoas sem saída a não ser dizer e fazer o que o PCCh mandasse. Todos os crentes foram forçados a seguir os objetivos do PCCh enquanto continuavam com suas respectivas fés apenas nominalmente. Ignorar isto os tornaria alvo de perseguição e da ditadura do PCCh.

Conforme uma reportagem da revista virtual Humanidade e Direitos Humanos de 22 de fevereiro de 2002, 20 mil cristãos fizeram uma pesquisa entre 560 mil cristãos em igrejas domésticas em 207 cidades e 22 províncias na China. A pesquisa descobriu que entre os atendentes de igrejas domésticas, 130 mil estavam sob a fiscalização do governo. No livro Como o Partido Comunista perseguiu os cristãos (1958) foi declarado que por volta de 1957 o PCCh matou cerca de 11 mil praticantes religiosos e prendeu arbitrariamente e extorquiu dinheiro de muitos mais.

Eliminando a classe dos senhores de terra e dos capitalistas e perseguindo grande número de adeptos religiosos e pessoas cumpridoras das leis, o PCCh abriu caminho para o comunismo se tornar a religião absoluta da China.

IV. O movimento antidireitista – A lavagem cerebral da nação

Em 1956, um grupo de intelectuais húngaros formou o Círculo Petofi, que promoveu fóruns e debates críticos ao governo húngaro. O grupo provocou uma revolução nacional na Hungria que foi esmagada pelos soldados soviéticos. Mao Tsé-Tung tomou este “Evento húngaro” como lição. Em 1957, Mao chamou os intelectuais chineses e outras pessoas para “ajudarem o PCCh a se retificar”. Esse movimento, mais conhecido como “Movimento das cem flores”, dizia seguir o slogan de “deixar florir uma centena de flores e deixar concorrer uma centena de escolas de pensamento”. Na verdade, o propósito de Mao era identificar os “elementos anti-Partido”. Em 1957, numa carta aos chefes do Partido nas províncias, Mao Tsé-Tung falou de sua intenção de “atrair as serpentes para fora de seus buracos”, deixando-os expor livremente seus pontos de vista em nome da liberdade de pensamento e de retificar o PCCh.

Na época, várias propagandas encorajaram as pessoas a falarem e prometeram que o Partido não faria represálias, que ele não iria “agarrar o porco pelo rabo, baixar o cassetete, rotular ou ajustar contas mais tarde”, enfim, significando que o Partido não procuraria faltas nem faria ataques, colocaria rótulos ou faria retaliações. No entanto, logo depois, o PCCh iniciou um movimento “antidireitista”, declarando “direitistas” as 540 mil pessoas que ousaram falar. Entre elas, 270 mil perderam seus empregos, e 230 mil foram consideradas como “direitistas medianos” ou “elementos anti-PCCh e antissocialistas”. Mais tarde, a estratégia de perseguição política do PCCh foi resumida em quatro pontos: atrair as serpentes para fora de suas tocas; fabricar crimes, atacando de surpresa e punindo com uma simples acusação; atacar implacavelmente alegando estar salvando as pessoas; e forçar a autocrítica e usar as mais severas qualificações.

Quais foram então os “discursos reacionários” que fizeram com que muitos direitistas e anticomunistas fossem exilados por cerca de 30 anos nos cantos mais longínquos da nação? As “três principais teorias reacionárias”, os alvos dos ataques gerais e intensos da época, consistiam de alguns discursos de Luo Longji, Zhang Bojun e Chu Anping. Um olhar mais minucioso no que eles propunham e sugeriam mostra que o desejo deles era bastante benigno.

Luo sugeria formar uma comissão unida do PCCh com vários partidos democráticos para investigar os desvios na campanhas Três-Anti e Cinco-Anti e nos movimentos para eliminar reacionários. O Conselho do Estado por si mesmo frequentemente apresentava algo ao Comitê Político Deliberativo e ao Congresso do Povo para observações e comentários, e Zhang sugeria que o Comitê Político Deliberativo e o Congresso do Povo fossem incluídos no processo de tomada de decisões.

Chu sugeria que, desde que não membros do PCCh também tinham boas ideias, autoestima, e senso de responsabilidade, não havia necessidade de que fosse designado um membro do PCCh por toda nação como responsável por cada unidade de trabalho, pequena ou grande, ou mesmo pelas equipes subordinadas a cada unidade de trabalho. Não havia necessidade também de que tudo, importantes ou não, fosse feito da forma como sugeriam os membros do PCCh. Todos os três expressaram seus desejos de seguirem o PCCh e nenhuma das sugestões deles ultrapassou os limites demarcados pelas famosas palavras do escritor e crítico Lu Xun [4], “Meu mestre, sua beca ficou suja. Por favor, tire-a que eu a lavarei para o senhor.” Assim como Lu Xun, esses “direitistas” demonstraram docilidade, submissão e respeito.

Nenhum dos “direitistas” condenados sugeriram que o PCCh fosse passado para trás; tudo o que eles ofereceram foi uma crítica construtiva. Porém, justamente por causa de suas opiniões, dezenas de milhares de pessoas perderam sua liberdade e milhões de famílias sofreram. O que se seguiu foram mais movimentos como “fazendo confidências ao PCCh”, identificando os radicais, a nova “Campanha Três-Anti”, enviando intelectuais para trabalho forçado no campo, e apanhando os direitistas que não foram pegos na primeira vez. Quem quer que estivesse em desacordo com o líder do local de trabalho, principalmente com os secretários do Partido, seria rotulado como anti-PCCh. O PCCh sempre os submetia a crítica constante ou os enviava a campos de trabalho para reeducação forçada. Algumas vezes, o Partido mudava famílias inteiras para áreas rurais e impedia que suas crianças fossem à escola ou ao exército. Eles não podiam procurar trabalho nem nas cidades nem nas localidades próximas. As famílias perderiam o seguro desemprego bem como os benefícios da saúde pública. Eles se tornavam modestos membros da classe dos trabalhadores do campo e parias mesmo entre os cidadãos da segunda classe.

Depois da perseguição aos intelectuais, alguns deles desenvolveram uma dupla personalidade. Eles seguiam de perto o “Sol Vermelho” e se tornaram “intelectuais escolhidos” do PCCh, fazendo e dizendo tudo o que o PCCh pedia. Outros se distanciaram dos assuntos políticos. Os intelectuais chineses, que tradicionalmente tinham um forte senso de responsabilidade com a nação, foram silenciados desde então.

V. O grande salto para frente – Criando falsidades para testar a lealdade do povo

Depois do Movimento Antidireitista, a China se tornou temerosa da verdade. As pessoas passaram a se juntar para ouvir, dizer e criar histórias falsas, evitando e encobrindo a verdade com mentiras e boatos. O Grande Salto para Frente foi um exercício coletivo da mentira. O povo de uma nação inteira, sob a direção do espectro maligno do PCCh, fez muitas coisas ridículas. Tanto os mentirosos quanto os que ouviam as mentiras foram traídos. Nesta campanha de mentiras e ações ridículas, o PCCh implantou sua violência e energia maligna no mundo espiritual do povo chinês. Na época, muitas pessoas cantavam canções promovendo o Grande Salto para Frente, “Eu sou o Imperador de Jade, eu sou o Rei Dragão. Eu ordeno às três montanhas e aos cinco desfiladeiros que abram caminho, aqui vou eu.” [5] Ano após ano, tentaram-se políticas como, “conseguindo uma produção de grãos de 75 mil kg por hectare”, “dobrando a produção de aço”, e “ultrapassando a Inglaterra em 10 anos e os EUA em 15 anos”. Estas políticas resultaram em miséria e fome em escala nacional, o que custou milhões de vidas.

Em 1959, durante o 8º Plenário da 8ª Reunião do Comitê Central do PCCh em Lushan, quem dentre os participantes não concordou com a opinião do General Peng Dehuai [6] de que o Grande Salto para Frente que teve início com Mao Tsé-Tung foi uma tolice? Entretanto, apoiar ou não à política de Mao delimitava a linha entre a lealdade e a traição, ou a linha entre a vida e a morte. Num conto da história chinesa, quando Zhao Gao [7] alegou que um veado era um cavalo, ele sabia a diferença entre um e outro, mas ele propositadamente chamou o veado de cavalo para controlar a opinião pública, silenciar debates e expandir seu próprio poder. O resultado do Plenário de Lushan foi que até Peng Dehuai foi forçado a assinar uma resolução condenando-o e expulsando-o do governo. Da mesma forma, nos últimos anos da Revolução Cultural, Deng Xiaoping foi forçado a prometer que ele nunca apelaria contra a decisão do governo de removê-lo de seu posto.

A sociedade conta com experiências do passado para entender o mundo e expandir seus horizontes. O PCCh, entretanto, tirou do povo as oportunidades de aprender com experiências e lições históricas. A censura oficial da mídia somente tem ajudado a reduzir a capacidade do povo de discernir entre o bom e o mau. Após cada movimento político, as gerações mais jovens somente têm recebido referências do Partido, mas têm sido desprovidas das análises, dos ideais e das experiências das pessoas criteriosas das gerações mais velhas. Como resultado, o povo recolheu somente informações avulsas para lastrear seu entendimento da história e julgar novos eventos, pensando estarem corretos quando estão a milhares de milhas desviados da verdade. Assim, a política do PCCh de manter o povo ignorante tem sido levada a cabo literalmente.

VI. A Revolução Cultural – O mundo virou de cabeça para baixo com a possessão do mal

A Revolução Cultural foi uma grande atuação do espectro comunista porque ele possuiu a China inteira. Em 1966, uma grande onda de violência tomou conta de toda a China e um incontrolável terror vermelho sacudiu as montanhas e congelou os rios. O escritor Qin Mu descreveu a Revolução Cultural em termos sombrios:

Foi verdadeiramente uma calamidade sem precedentes: [o PCCh] aprisionou milhões por sua ligação com familiares [perseguidos], terminou a vida de outros milhões mais, destruiu famílias, transformou crianças em rufiões e vilões, queimou livros, demoliu monumentos históricos e destruiu as tumbas de antigos intelectuais, cometendo todo tipo de crimes em nome da revolução.

Os registros mostram que o número de mortes não naturais chegou a 7,73 milhões durante a Revolução Cultural na China.

As pessoas com frequência pensam erroneamente que a violência e o massacre durante a Revolução Cultural aconteceu em sua maioria durante os movimentos rebeldes e que foram os Guardas Vermelhos e os rebeldes que promoveram a matança. Entretanto, milhares de anuários oficiais municipais chineses publicados mostram que o auge das mortes não naturais durante a Revolução Cultural não foi em 1966, quando os Guardas Vermelhos controlavam a maioria das organizações do governo, ou em 1967 quando os rebeldes armados de diferentes grupos lutaram entre si, mas sim em 1968, quando Mao retomou o controle sobre todo o país. Os assassinatos nestes casos infames foram conduzidos por oficiais do exército e soldados, pela milícia armada e membros do PCCh em todos os níveis do governo.

Os exemplos a seguir ilustram como a violência durante a Revolução Cultural foi a política do PCCh e do governo regional, e não o comportamento extremista dos Guardas Vermelhos. O PCCh tomou conta da instigação direta e do envolvimento na violência dos líderes do Partido e oficiais do governo.

Em agosto de 1966, os Guardas Vermelhos expulsaram os moradores de Pequim que haviam sido classificados nos movimentos anteriores como “proprietários de terra, fazendeiros ricos, reacionários, maus elementos e direitistas”, e os forçaram a ir para o campo. Estatísticas oficiais incompletas mostram que 33.695 casas foram investigadas e 85.196 moradores de Pequim foram expulsos da cidade e enviados de volta para o lugar de onde seus pais vieram. Por todo o país, os Guardas Vermelhos seguiram este exemplo e expulsaram 400 mil moradores urbanos para o campo. Até oficiais de altos postos, cujos pais eram proprietários de terra, foram exilados para o campo.

Na verdade, o PCCh planejou a campanha de expulsão mesmo antes do início da Revolução Cultural. O antigo prefeito de Pequim, Peng Zhen, declarou que os moradores de Pequim deveriam ser ideologicamente puros como “painéis de vidro e cristal”, significando que todos os residentes com maus antecedentes fossem expulsos da cidade. Em maio de 1966, Mao ordenou que seus subordinados “protegessem a capital”. A equipe de trabalho da capital foi definida e liderada por Ye Jianying, Yang Chengwu e Xie Fuzhi. Uma das tarefas desta equipe era usar a polícia para expulsar os moradores de Pequim que tivessem maus antecedentes.

A história ajuda a esclarecer porque o governo e os departamentos policiais não intervieram, mas deram apoio aos Guardas Vermelhos na investigação das casas e na expulsão de mais de 2% dos moradores de Pequim. O Ministro da Segurança Pública, Xie Fuzhi, pediu que a polícia não interferisse nas ações dos Guardas Vermelhos, mas que dessem instruções e informações a eles. Os Guardas Vermelhos foram simplesmente usados pelo Partido para por em prática uma ação planejada, e então, em finais de 1966, esses Guardas foram abandonados pelo PCCh. Muitos foram rotulados como contrarrevolucionários e foram presos, outros foram enviados para o campo junto com outros jovens urbanos para trabalhar e reformar suas formas de pensar. A organização Guarda Vermelha da Cidade do Oeste, que liderou a expulsão de moradores da cidade, foi organizada sob as orientações dos líderes do PCCh. A ordem para incriminar estes Guardas Vermelhos também foi dada depois de revista pelo secretário-geral do Conselho de Estado.

Depois de removidos de Pequim os moradores considerados com maus antecedentes, as áreas rurais começaram outra onda de perseguição a estes elementos. Em 26 de agosto de 1966, um discurso de Xie Fuzhi foi transmitido para o escritório da Polícia de Daxing durante uma reunião de trabalho. Xie ordenou à polícia que desse assistência aos Guardas Vermelhos em vasculhar as casas das “cinco classes negras” (proprietários de terra, camponeses ricos, reacionários, maus elementos e direitistas) mediante avisos e informações e ajudando-os nos ataques. O infame Massacre de Daxing [8] ocorreu como resultado direto das instruções do departamento de polícia; os organizadores foram o diretor e o secretário do PCCh do departamento de polícia e os assassinos foram na maior parte membros da milícia que não pouparam nem as crianças.

Muitos foram admitidos no PCCh por “boa conduta” durante massacres similares. Conforme estatísticas incompletas da província de Guangxi, cerca de 50 mil membros do PCCh se envolveram na matança. Entre eles, mais de 9 mil foram admitidos no Partido pouco tempo depois de haverem matado alguém, mais de 20 mil cometeram assassinato depois de terem sido admitidos no Partido e, mais de 19 mil outros membros do Partido, de uma forma ou de outra, estiveram envolvidos em mortes.

Durante a Revolução Cultural, a teoria de classe também era aplicada a espancamentos. Os maus mereciam ser espancados pelos bons. Era uma honra para uma pessoa má bater em outra pessoa má. Era inconcebível que uma pessoa boa batesse em outra pessoa boa. Essa teoria, inventada por Mao, foi amplamente divulgada nos movimentos rebeldes. A violência e a matança foram se difundido, seguindo a lógica de que inimigos de classe mereciam qualquer violência contra eles.

De 13 de agosto a 7 de outubro de 1967, a milícia policial do condado de Dao, província de Hunan, massacrou membros da organização “Xiangjiang Vento e Trovões” e das “cinco classes negras”. O massacre durou 66 dias; mais de 4.519 pessoas em 2.778 residências foram mortas em 468 brigadas (vilas administrativas) de 36 comunas populares em 10 distritos. Na jurisdição inteira, constituída de 10 condados, foram mortas um total de 9.093 pessoas, das quais 385 foram das “cinco classes negras” e 44% eram crianças. A pessoa mais velha tinha 78 anos e a mais nova tinha somente 10 dias de vida.

Durante a Revolução Cultural esse foi somente um caso de violência numa área pequena. Na Mongólia Interior, depois do estabelecimento do “comitê revolucionário” no início de 1968, a limpeza de classe e a expurgo do fabricado “Partido Revolucionário Popular da Mongólia Interior” mataram mais de 350 mil pessoas. Em 1968, dezenas de milhares de pessoas na província de Guangxi participaram do grande massacre da facção rebelde “422” matando mais de 110 mil.

Estes casos mostram que os maiores massacres e violência durante a Revolução Cultural foram todos instigados e instruídos diretamente pelos líderes do PCCh que incentivavam e usavam a violência para perseguir e matar cidadãos. Esses matadores diretamente envolvidos em instruir e executar as mortes eram em sua maioria membros da força militar, da polícia, da milícia armada e membros-chave do Partido e da Liga Jovem.

Se durante a Reforma Agrária o PCCh usou os camponeses para derrotarem os proprietários de terra e obter o controle da terra; durante a Reforma Industrial e Comercial o PCCh usou a classe trabalhadora para derrubar os capitalistas e adquirir seus bens; e durante o Movimento Antidireitista, o PCCh eliminou todos os intelectuais que tinham opiniões diferentes do Partido. Então, qual foi o objetivo de toda essa matança durante a Revolução Cultural? O PCCh usou um grupo para matar o outro, sem que se desse credibilidade a nenhuma classe. Mesmo uma pessoa que fosse da classe trabalhadora ou camponesa, duas classes em que o Partido confiou no passado, se seu ponto de vista divergisse do ponto de vista do Partido, sua vida estaria em perigo. No final das contas, para que tudo isso?

O objetivo era estabelecer o comunismo como uma e a única religião dominante no país inteiro, controlando não somente o Estado, mas a mente de cada indivíduo.

A Revolução Cultural fez o PCCh e o culto à personalidade de Mao Tsé-Tung chegar a um clímax. A teoria de Mao tinha de ser usada para ditar tudo e a visão de uma pessoa tinha de estar inserida na mente de dezenas de milhões de pessoas. A Revolução Cultural, de uma forma sem precedentes e que nunca mais será rivalizada, intencionalmente não especificou o que não podia ser feito. Ao invés disso, o Partido enfatizava “o que pode ser feito e como deve ser feito. Qualquer coisa fora desse limite não podia ser feita e nem mesmo considerada.”

Durante a Revolução Cultural, todos no país praticavam um tipo de ritual religioso: “perguntar as instruções ao Partido pela manhã e se reportar ao Partido à noite”, saudar o Presidente Mao diversas vezes ao dia desejando-lhe longevidade sem limite, e conduzir preces políticas pela manhã e à noite todos os dias. Quase toda pessoa letrada tinha o costume de escrever artigos de autocríticas e relatórios do que pensava. As observações de Mao, como essa a seguir, eram frequentemente citadas. “Lutar ferozmente contra todo pensamento de orgulho que surja.” “Executar as instruções, entendendo-as ou não; aprofundar seu entendimento no processo de execução.”

Somente um “deus” (Mao) era permitido que fosse adorado; somente um tipo de escritura (os ensinamentos de Mao) era permitido estudar. Em pouco tempo, o processo de “produzir um deus” desenvolveu-se a tal ponto que as pessoas não podiam comprar comida em mercados se elas não dissessem uma frase ou não fizessem um agradecimento a Mao. Ao se fazer compras, dirigir um ônibus, ou até mesmo fazendo uma chamada telefônica, a pessoa tinha de dizer uma das citações de Mao, ainda que fosse totalmente irrelevante. Nesses rituais de adoração, as pessoas ou eram fanáticas ou cínicas, e em ambos os casos estavam sendo controladas pelo espectro maligno do comunismo. Produzir, aceitar e confiar em mentiras tornou-se o estilo de vida do povo chinês.

VII. A reforma e a abertura – A violência cresce com o tempo

A Revolução Cultural foi um período cheio de derramamento de sangue, mortes, sofrimentos, perda de consciência, e confusão entre o que é certo e errado. Depois da Revolução Cultural, a liderança do PCCh frequentemente mudava sua propaganda, porque em 20 anos o governo mudou de mãos seis vezes. A propriedade privada voltou a existir na China, aumentaram as disparidades entre os padrões de vida nas áreas urbana e rural, o deserto está expandindo rapidamente, a água dos rios está secando, e cresceu o uso de droga e a prostituição. Todos os “crimes” contra os quais o PCCh lutou agora são novamente permitidos.

Cresceu no PCCh a crueldade de coração, o desvio da natureza, as más ações, e a capacidade de arruinar o país. Durante o Massacre em 1989, o Partido mobilizou o exército e tanques para matar estudantes que protestavam na Praça Tiananmen. A perseguição cruel aos praticantes do Falun Gong é ainda pior. Em outubro de 2004, para tomar a terra dos camponeses, a cidade de Yulin, na província de Shaanxi, mobilizou cerca de 1.600 policiais para prender e atirar em mais de 50 camponeses. O controle político do governo chinês continua a confiar na filosofia da luta e da violência do PCCh. A única diferença do passado é que o Partido se tornou ainda mais mentiroso.

Criação de leis: O PCCh nunca parou de criar conflitos entre as pessoas. Eles perseguiram um grande número de cidadãos por serem reacionários, antissocialistas, maus elementos e membros de cultos do mal. A natureza totalitarista do PCCh continua a conflitar com outros grupos e organizações civis. Em nome de “manter a ordem e estabilizar a sociedade”, o Partido continua mudando a Constituição, as leis e os regulamentos e persegue como reacionária qualquer pessoa que discorde do governo.

Em julho de 1999, Jiang Zemin tomou uma decisão pessoal contra a vontade da maioria dos outros membros do Politburo, a de eliminar o Falun Gong em três meses; difamações e mentiras rapidamente envolveram o país. Depois que Jiang Zemin denunciou o Falun Gong como um “culto do mal” numa entrevista ao jornal francês Le Figaro, a propaganda oficial chinesa continuou rapidamente a publicar artigos pressionando as pessoas no país a se oporem ao Falun Gong. O Congresso Popular Nacional foi forçado a emitir uma “decisão” sobre como tratar cultos do mal; logo em seguida a Suprema Corte Popular e a Suprema Procuradoria do Povo emitiram em conjunto uma “explicação” sobre esta “decisão”.

Em 22 de julho de 1999, a Agência de Notícias Xinhua publicou discursos dos líderes do Departamento Organizacional e do Departamento de Propaganda do PCCh apoiando publicamente a perseguição de Jiang ao Falun Gong. O povo chinês caiu na armadilha da perseguição simplesmente porque foi uma decisão tomada pelo Partido. Eles somente podiam obedecer às ordens e não ousavam levantar quaisquer objeções.

Durante os últimos cinco anos, o governo vem utilizando uma quarta parte dos recursos financeiros nacionais para perseguir o Falun Gong. Todo mundo no país teve de passar por um teste; a maioria das pessoas que admitiram praticar o Falun Gong, mas recusaram abandonar a prática perderam seus empregos; alguns foram sentenciados ao trabalho forçado. Os praticantes do Falun Gong não violaram nenhuma lei nem traíram seu país, e nem se opuseram ao governo; eles simplesmente acreditaram em “verdade, compaixão e tolerância”. Porém, centenas de milhares foram presos. Apesar do bloqueio cerrado de informações imposto pelo PCCh, familiares já confirmaram que mais de 3.400 praticantes foram torturados até à morte; no entanto, o verdadeiro número de mortes é certamente muito maior e permanece desconhecido.

Publicação de notícias: Em 15 de outubro de 2004, o Wenweipao (Wen Hui Bao) de Hong Kong publicou que o 20º satélite da China retornou à Terra, caindo na casa de Huo Jiyu na cidade de Penglai, condado de Dayin, província de Sichuan, destruindo-a. A reportagem citou Ai Yuqing, diretor do escritório do governo do condado de Dayin, dizendo que a “mancha negra” era de fato o satélite. Yuqing era diretor-adjunto do projeto de recuperação do satélite. Entretanto, as notícias do Xinhua somente fizeram menção ao momento de recuperação do satélite, enfatizando que esse era o 20º satélite experimental técnico e científico recuperado pela China. As notícias do Xinhua não falaram uma palavra sobre o satélite haver destruído uma casa. Esse é um exemplo típico da forma de noticiar da mídia chinesa, contanto somente as boas notícias e escondendo as más, conforme as instruções do Partido.

Mentiras e difamações publicadas pelos jornais e transmitidas pela televisão deram grande apoio à execução das políticas do PCCh em todos os movimentos políticos do passado. As ordens do Partido são imediatamente executas pela mídia no país. Quando o Partido quis começar um movimento antidireitista, a mídia de toda China anunciou em uníssono os crimes dos direitistas. Quando o Partido quis estabelecer as comunas populares, todos os jornais do país elogiaram a superioridade das comunas. No primeiro mês da perseguição ao Falun Gong, todas as estações de rádio e televisão difamaram o Falun Gong repetidamente nos programas mais importantes para fazer uma lavagem cerebral nas pessoas. Desde então, Jiang usou a mídia repetidamente para fabricar e espalhar mentiras e difamações sobre o Falun Gong. Isso inclui o esforço de incitar o ódio nacional contra o Falun Gong por meio de notícias falsas sobre praticantes do Falun Gong praticando assassinato e suicídio. Um exemplo dessas notícias falsas é o incidente da “Autoimolação na Praça Tiananmen”, o qual foi criticado pela ONG Desenvolvimento Educativo Internacional como sendo uma encenação governamental para enganar as pessoas. Desde 1999, nenhum jornal chinês ou estação de televisão noticiou a verdade sobre o Falun Gong.

O povo chinês está acostumado a notícias falsas. Um repórter veterano da Agência de Notícias Xinhua disse uma vez, “Como você pode confiar numa reportagem do Xinhua?” As pessoas até descreveram as agências chinesas de notícia como o cachorro do Partido. Uma música popular diz: “É um cachorro criado pelo Partido, guardando os portões do Partido. Ele morderá qualquer um que o Partido quiser e morderá quantas vezes o Partido desejar.”

Educação: Na China, a educação se tornou outra ferramenta usada para controlar as pessoas. O propósito original da educação era desenvolver intelectuais para terem conhecimento e julgamento correto. Conhecimento se refere à compreensão das informações, dados e eventos históricos; julgamento se refere ao processo de análise, pesquisa, crítica e reprodução destes conhecimentos, um processo de desenvolvimento espiritual. Aqueles que têm conhecimento sem julgamento adequado são considerados como traças, e não verdadeiros intelectuais com consciência social. Por isso, na história chinesa, as pessoas altamente respeitadas são os intelectuais com julgamento correto, não aqueles que meramente têm conhecimento. Entretanto, sob o controle do PCCh, a China está cheia de intelectuais que têm conhecimento, mas não têm opinião, ou que não ousam exercitar suas opiniões. O objetivo da educação nas escolas é ensinar os estudantes que não façam coisas que o Partido não quer que façam. Nos últimos anos, todas as escolas começaram a ensinar política e a história do PCCh por meio de manuais unificados. Os professores não acreditavam no conteúdo dos textos, porém são forçados pela “disciplina” do Partido a ensinar o conteúdo contra a própria vontade. Os estudantes não acreditam nem nos textos nem nos professores, porém têm de saber todo o conteúdo para passarem nos exames. A partir de 2004, questões sobre o Falun Gong foram incluídas nos exames periódicos e para entrar nos colégios e universidades. Os estudantes que não sabem as respostas padrão não obtêm notas suficientes para entrar em boas escolas ou faculdades. Se um estudante ousar falar a verdade, ele será expulso imediatamente da escola e perderá qualquer chance de educação convencional.

No setor público de educação, devido à influência dos jornais e documentos do governo, muitos provérbios conhecidos ou frases são divulgados como verdade, como esta citação de Mao: “Nós devemos apoiar tudo o que o inimigo se opor e opor-se a tudo o que o inimigo apoiar.” O efeito negativo está em todo lugar; ele envenenou o coração das pessoas, suplantando a benevolência e destruindo o princípio moral de viver em paz e harmonia.

Em 2004, o Centro de Informação da China analisou uma pesquisa feita pelo China Sina Net, o resultado mostrou que 82,6% da juventude chinesa concordava com o abuso contra mulheres, crianças e prisioneiros durante a guerra. Esse resultado foi chocante. Porém, ele refletiu o estado mental do povo chinês e principalmente da geração mais nova, para a qual falta o entendimento básico tanto do conceito cultural tradicional de benevolência como da noção de humanidade universal.

Em 11 de setembro de 2004, na cidade de Suzhou, um homem esfaqueou fanaticamente 28 crianças. No dia 20 do mesmo mês, na província de Shandong, um homem feriu com uma faca 25 estudantes da escola primária. Alguns professores da escola primária obrigaram os alunos a fabricarem fogos de artifícios para levantarem fundos para a escola, resultando numa explosão em que estudantes morreram.

Implantação de políticas: A liderança do PCCh sempre usou de ameaças e coerção para assegurar a execução de suas políticas. Um dos meios usados é o uso de slogans políticos. Por um longo tempo, o PCCh postou uma série de slogans como critério para avaliar as conquistas políticas de uma pessoa. Durante a Revolução Cultural, Pequim se tornou de um dia para outro num “mar vermelho” com pôsteres por todos os lados com o slogan “Abaixo aos dirigentes capitalistas no Partido”. No campo, ironicamente, as palavras foram reduzidas para “Abaixo ao Partido dirigente”.

Recentemente, para promover a Lei Florestal, a Agência Florestal do Estado e todas as estações e postos de proteção florestal ordenaram que fossem produzidos certo número de slogans. Não alcançar a cota era o mesmo que não cumprir a tarefa. Como resultado, as agências locais do governo postaram um grande número de slogans, como “Quem quer que incendeie as montanhas irá para prisão.” Nos últimos anos, na administração do controle da natalidade, havia slogans ainda mais amedrontadores, tais como “Se uma pessoa violar a lei, toda a vila será esterilizada”, “Melhor outra tumba do que outro bebê”, ou “Se ele não fizer uma vasectomia como deveria, sua casa será demolida; se ela não fizer um aborto como deveria, seus campos de arroz e seu gado serão confiscados.” Havia mais slogans que violavam os direitos humanos e a Constituição, tais como “Você dormirá na prisão amanhã, se não pagar os impostos hoje.”

Um slogan é basicamente uma forma de propaganda, mas uma forma de propaganda mais direta e repetitiva. Assim, o governo chinês frequentemente usa slogans para promover ideias políticas, crenças e posturas. Slogans políticos também podem ser vistos como palavras que o governo diz ao povo. Entretanto, nos slogans de promoção política do PCCh, não é difícil para uma pessoa sentir a tendência para a violência e a crueldade.

VIII. A lavagem cerebral de todo o país, e transformando-o numa “prisão mental”

A arma mais eficaz usada pelo PCCh para manter seu regime tirânico é o seu sistema de controle. De uma forma bem organizada, o PCCh impõe a mentalidade da obediência em cada um dos cidadãos. Se o Partido entrar em contradição ou mudar constantemente sua política, não tem importância, contanto que ele possa organizar uma forma sistemática de destituir o povo de seus direitos humanos naturais. Os tentáculos do governo são onipresentes. Seja nas áreas rural ou urbana, os cidadãos são governados pelos chamados comitês de rua ou de distrito. Até recentemente, para se casar, se divorciar, ou ter um filho, tudo precisava da aprovação desses comitês. A ideologia do Partido, a forma de pensar, as organizações, a estrutura social, os mecanismos de propaganda e os sistemas administrativos servem somente objetivos ditatoriais. O Partido, mediante sistemas de governo, esforça-se para controlar os pensamentos e as ações de todos os indivíduos.

A brutalidade com que o PCCh controla seu povo não se limita à tortura física que ele inflige. O Partido também obriga as pessoas a perderem a capacidade de pensar de forma independente, tornando-as medrosas e covardes que só visam se proteger sem ousar falar. O meta do regime do PCCh é fazer lavagem cerebral em cada um dos cidadãos de forma que eles pensem e falem como o PCCh, e façam o que ele promove.

Há um ditado que diz: “A política do Partido é como a lua; muda a cada 15 dias.” Não importa quantas vezes o Partido mude a sua política, todas as pessoas no país precisam segui-la de perto. Quando uma pessoa é usada para atacar os outros, ela deve agradecer ao Partido por apreciar sua força; quando é ferida, tem de agradecer ao Partido por “ensinar-lhe uma lição”; se discriminada injustamente e mais tarde o PCCh se retificar, ela deve agradecer ao Partido por ser generoso, ter a mente aberta e ser capaz de corrigir seus erros. O PCCh administra sua tirania por meio de ciclos contínuos de repressão seguidos de retificações.

Depois de 55 anos de tirania, o PCCh aprisionou a mente da nação e a colocou dentro dos limites permitidos por ele. Se alguém pensar fora desses limites é considerado crime. Depois de repetidas lutas, a estupidez é considerada sabedoria, ser covarde é a forma de sobreviver. Numa sociedade moderna que tem a Internet como o meio principal de troca de informação, o PCCh até mesmo pede para as pessoas exercitarem a autodisciplina e não lerem notícias de fora do país ou entrar em websites com palavras-chave como “direitos humanos” e “democracia”.

O movimento de lavagem cerebral do povo realizado pelo PCCh é absurdo, brutal e desprezível, porém encontra-se em todo lugar. Ele distorceu os valores morais e os princípios da sociedade chinesa e reescreveu completamente os padrões de comportamento e o estilo de vida da nação. O PCCh usa continuadamente a tortura física e mental para fortalecer sua autoridade despótica e governar a China com a absoluta “religião do PCCh”.

Conclusão

Por que o PCCh tem de lutar incessantemente para manter seu poder? Por que o PCCh acredita que enquanto existir vida, os conflitos não terão fim? Para atingir seus objetivos, o PCCh não hesita em matar pessoas ou destruir o meio ambiente, nem se preocupa que a maioria dos camponeses e cidadãos urbanos vivam na pobreza.

Será por causa da ideologia do comunismo que o PCCh vive num interminável conflito? A resposta é “não”. Um dos princípios do Partido Comunista é se livrar da propriedade privada, algo que o PCCh tentou realizar ao chegar ao poder. O PCCh acreditava que a propriedade privada era a raiz de todo o mal. Entretanto, depois da reforma econômica nos anos de 1980, a propriedade privada foi novamente permitida na China e protegida pela Constituição. Observando através das mentiras do PCCh, o povo poderá ver claramente que em mais de 60 anos de regime, o PCCh meramente encenou um drama da redistribuição da propriedade. Depois de vários ciclos dessa redistribuição, o PCCh simplesmente converteu o capital de outras pessoas em sua própria propriedade privada.

O PCCh alega ser o “pioneiro da classe trabalhadora”. Sua tarefa é eliminar a classe capitalista. Entretanto, agora, os estatutos do PCCh permitem que os capitalistas sem equívoco se juntem ao Partido. Os membros do PCCh não acreditam mais no Partido e no comunismo e a existência do PCCh é injustificável. O que resta do Partido Comunista é meramente uma casca vazia do seu suposto conteúdo.

Foi a luta tão demorada para manter os membros do PCCh livres da corrupção? Não. Depois de mais de 60 anos do PCCh no poder, a corrupção, o desvio de verbas, a conduta ilegal e atitudes que prejudicam a nação e o povo ainda são largamente praticadas entre os funcionários do PCCh ao longo de todo o país. Nos últimos anos, entre o total de aproximadamente 20 milhões de oficiais do Partido na China, oito milhões foram julgados e punidos por crimes ligados à corrupção. A cada ano, cerca de oito milhões de pessoas reclamam às autoridades superiores sobre funcionários corruptos que não foram investigados. De janeiro a setembro de 2004, o Ministério do Comércio Exterior da China investigou casos de transações cambiais ilegais em 35 bancos e 41 empresas, e encontrou 120 milhões de dólares em transações ilegais. De acordo com estatísticas dos anos recentes, nada menos do que quatro mil funcionários do PCCh fugiram da China com dinheiro desviado, e os fundos roubados do Estado chegam a dezenas de bilhões de dólares.

Foram as lutas com o objetivo de melhorar a educação e a consciência do povo, mantendo as pessoas interessadas nas questões nacionais? A resposta é outro enfático “não”. Na China de hoje, a busca por ganhos materiais é desenfreada, e as pessoas estão perdendo a virtude tradicional da honestidade. Tornou-se comum as pessoas enganarem seus familiares e iludirem seus amigos. Muitos chineses não estão nem preocupados ou se recusam a falar sobre assuntos importantes como direitos humanos ou a perseguição ao Falun Gong. Guardar os pensamentos para si mesmos e escolher não falar a verdade tornou-se uma habilidade básica de sobrevivência na China. Enquanto isso, em ocasiões oportunas, o PCCh tem repetidamente instigado o sentimento público de nacionalismo. O PCCh pode, por exemplo, organizar o povo chinês para apedrejar a embaixada americana e queimar bandeiras dos EUA. O povo chinês tem sido tratado como uma massa obediente ou como uma multidão violenta, mas nunca como cidadãos com direitos humanos garantidos. A melhora na cultura é a base para desenvolver a consciência das pessoas. Os princípios morais de Confúcio e Mêncio foram por milhares de anos as bases dos padrões morais e dos princípios. “Se todos esses princípios [morais] forem abandonados, o povo certamente não terá leis para seguir nem saberá discernir o bem e o mal. Eles irão perder seus rumos… o Tao seria destruído.” [9]

O propósito da luta de classe do PCCh é gerar continuamente o caos, graças ao qual ele consegue se estabelecer como o Partido supremo na China, usando a ideologia para controlar o povo. As instituições governamentais, o exército e a mídia são todos ferramentas usadas pelo PCCh para exercitar sua ditadura violenta. O PCCh, tendo trazido doenças incuráveis para a China, está ele mesmo à beira do colapso e sua queda é inevitável.

Algumas pessoas se preocupam com o caos que o país pode enfrentar se o PCCh se desintegrar. Quem irá substituir o PCCh no papel de governar a China? Na história de cinco mil anos da China, os 60 anos de regime do PCCh são tão breves como uma nuvem que passa. Infelizmente, porém, durante este curto período de 60 anos, o PCCh acabou com os padrões e as crenças tradicionais; destruiu os princípios morais tradicionais e estruturas sociais; transformou o carinho e o amor entre os seres humanos em luta e ódio; substituiu o respeito pelo Céu, pela Terra e pela natureza em arrogância de “humanos conquistando a natureza…”. Com campanhas destrutivas sucessivas, o Partido acabou com os sistemas social, moral e ecológico, deixando a nação chinesa em crise profunda.

Na história chinesa, todo líder benevolente entendeu que amar, nutrir e educar o povo eram deveres do governo. A natureza humana aspira à bondade e o papel do governo é fazer emergir essa capacidade humana. Mêncio disse, “Este é o caminho das pessoas: aqueles com meios estáveis de apoio terão corações estáveis, enquanto que aqueles sem meios estáveis não terão corações estáveis.” [10] A educação sem prosperidade tem sido ineficaz; o povo chinês sente desprezo pelos líderes tirânicos que não têm amor pelas pessoas, mas que têm matado inocentes.

Nos cinco mil anos da história chinesa, houve muitos líderes benevolentes. Em tempos remotos, o Imperador Yao e o Imperador Shun; o Imperador Wen e o Imperador Wu da Dinastia Zhou; o Imperador Wen e o Imperador Jing da Dinastia Han; o Imperador Tang Taizong na Dinastia Tang; e o Imperador Kangxi e o Imperador Qianlong na Dinastia Qing. A prosperidade usufruída nessas dinastias foi o resultado dos seus líderes praticarem o Tao celestial, seguindo a doutrina do meio e buscando a paz e a estabilidade. As características de um líder bondoso são fazer uso das virtudes e capacidades das pessoas, estar aberto para opiniões diferentes, promover a justiça e a paz, e dar ao povo o que ele precisa. Assim, os cidadãos irão obedecer às leis, manter o senso de decoro, viver felizes e trabalhar de forma eficiente.

Olhando para as questões do mundo, sempre perguntamos quem determina se um Estado prosperará ou desaparecerá, mesmo sabendo que a ascensão e a queda de uma nação têm suas razões. Quando o PCCh se for, estamos certos de que a paz e a harmonia retornarão à China. O povo voltará a ser verdadeiro, benevolente, humilde e tolerante, e a nação novamente cuidará das necessidades básicas das pessoas e todas as profissões serão prósperas.


Notas:

[1] Do livro “Anais dos alimentos e produtos”, em História da Antiga Dinastia Han (Han Shu). “Tudo sob o Céu” refere-se à China sob o comando dos imperadores.
[2] Qian Bocheng. Cultura Oriental, 4ª ed., 2000.
[3] Gao Gang e Rao Shushi foram ambos membros do Comitê Central. Depois de uma tentativa infrutífera de luta pelo poder em 1954, eles foram acusados de conspirarem contra o Partido e posteriormente expulsos. Hu Feng, um intelectual e crítico literário, se opôs à política de doutrina literária do PCCh. Ele foi expulso do Partido em 1955 e sentenciado a 14 anos de prisão. De 1951 a 1952, o PCCh deu início à “Campanha Três-Anti” e à “Campanha Cinco-Anti”, movimentos estes com o objetivo declarado de eliminar a corrupção, o desperdício e a burocracia dentro do Partido, do governo, do exército e das organizações de massa.
[4] Lu Xun ou Lu Hsün (25/09/1881–19/10/1936) é frequentemente considerado o fundador da língua moderna (Baihua) na literatura chinesa. Ele também foi um notável tradutor. Como escritor de esquerda, Lu desempenhou importante papel na história da literatura chinesa. Seus livros influenciaram grandemente muitos jovens chineses. Tendo voltado para a China depois de seus estudos de medicina em Sendai, Japão, em 1909, ele se tornou um conferencista na Universidade de Pequim e começou a escrever.
[5] Tanto o Imperador de Jade como o Rei Dragão são figuras mitológicas chinesas. O Imperador de Jade, formalmente conhecido como o Augusto Personagem de Jade e informalmente chamado pelas crianças e pessoas comuns de o Avô do Céu, é o governante do Céu e um dos mais importantes deuses do panteão taoista chinês. O Rei Dragão é o divino governante dos quatro mares. Cada mar correspondente a um dos pontos cardeais e é comandado por um Rei Dragão. Os Reis Dragões moram em palácios de cristal, são guardados por soldados camarões e por generais caranguejos. Além de controlarem a vida aquática, os Reis Dragões também controlam as nuvens e a chuva. Dizem que o Rei Dragão do Mar do Leste tem o maior território.
[6] Peng Dehuai (1898-1974) foi um general comunista chinês e líder político. Peng foi comandante chefe na guerra da Coreia, vice-premier do Conselho de Estado, membro do Politburo e Ministro da Defesa (1954-1959). Ele foi removido de seus cargos oficiais depois de discordar das posturas esquerdistas de Mao no Plenário do PCCh em Lushan em 1959.
[7] Zhao Gao (?-210 a.C.) foi chefe eunuco durante a Dinastia Qin. Em 210 a.C., depois da morte do Imperador Qin Shihuang, Zhao Gao, o Primeiro-Ministro Li Si e o segundo filho do imperador, Hu Hai, falsificaram duas ordens do imperador, fazendo Hu Hai o novo imperador e ordenando ao príncipe coroado, Fu Su, a cometer suicídio. Mais tarde, os conflitos entre Zhao Gao e Hu Hai cresceram. Zhao trouxe um veado para a corte real dizendo que era um cavalo. Somente uma parte dos oficiais da corte ousou discordar dele dizendo que era um veado. Zhao Gao julgou que aqueles oficiais que chamaram o animal de veado estavam contra ele e os removeu de suas posições na corte.
[8] O Massacre de Daxing ocorreu em agosto de 1966 durante a troca da liderança do Partido em Pequim. Na época, Xie Fuzhi, o ministro da segurança pública, fez um discurso numa reunião da Secretaria de Segurança Pública de Pequim, defendendo a não intervenção nas ações dos Guardas Vermelhos contra as “cinco classes negras”. Esse discurso foi logo transmitido numa reunião do Comitê do Partido da Secretaria de Segurança Pública de Daxin. Depois da reunião, a Secretaria de Daxin entrou em ação imediatamente, e montou um plano para instigar as massas no condado de Daxin a matarem as “cinco classes negras”.
[9] De Kang Youwei, Coleções de Escritos Políticos, 1981. Zhonghua Zhuju. Kang Youwei (1858-1927) foi um importante pensador reformista do período final da Dinastia Qing.
[10] De Mêncio.


Introdução – Índice

Capítulo 2: No início do Partido Comunista Chinês

Capítulo 4: O Partido Comunista é uma força que se opõe ao universo

Editorial The Epoch Times

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