Publicado em 13/07/2015 às 16:22 - Atualizado em 13/07/2015 às 16:22

Ex-prefeito de Kiev declara: ‘o comunismo é uma doença’

Declaração foi feita durante fórum realizado pelo Centro Tuidang (Renunciar ao PCC) em Kiev em 11 de junho

Estátua de Lênin derrubada em Kiev, na festa da Imaculada Conceição (Imagem da internet)

Estátua de Lênin derrubada em Kiev, na festa da Imaculada Conceição (Imagem da internet)

Desde maio, mais de 20 mil queixas criminais foram apresentadas contra o ex-líder chinês Jiang Zemin por perseguir praticantes de Falun Gong. Elas foram submetidas ao Supremo Tribunal e à Suprema Procuradoria da China antes de uma cópia ser fornecida ao Minghui.

A Ucrânia, nação uma vez governada pelo regime comunista como parte da União Soviética, tem sido muito favorável a este movimento. “A coisa mais importante é que chegará o dia em que os responsáveis terão de enfrentar a justiça”, comentou a renomada advogada ucraniana Anna Maliar.

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O Parlamento Ucraniano aprovou uma lei em abril condenando o regime comunista, que regeu entre 1917 e 1991 como um regime criminoso. O presidente Poroshenko assinou a lei em 15 de maio, que proíbe propaganda, símbolos e lembranças comunistas. Os itens proibidos incluem nomes de lugares, monumentos e placas glorificando heróis soviéticos, bandeiras soviéticas e slogans comunistas.

A lei também se aplica ao regime nazista, que ocupou e controlou a Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial.

Em um fórum realizado pelo Centro Tuidang (Renunciar ao PCC) em Kiev em 11 de junho, o ex-prefeito de Kiev Mosiyuk Oleksandr comentou: “O comunismo é uma doença.” O fórum focou no crescente número de chineses que renunciaram ao Partido Comunista Chinês (PCC) e às suas organizações afiliadas, que atingiu 200 milhões em abril de 2015.

“Mais de dez milhões de ucranianos morreram por causa do comunismo. Na China, esse número chegou a 80 milhões”, disse Oleksandr. “Temos que acabar com o comunismo e acabar com tudo relacionado a ele.”

Atualmente, trabalhando como conselheiro para membros do parlamento, Oleksandr disse que essa tendência era inevitável, mas que muitos países necessitavam apoiá-lo.

Lech Walesa, ex-presidente polonês laureado com o Prêmio Nobel da Paz, enviou uma carta ao fórum para apoiar o Movimento Tuidang. Ele escreveu: “Eu acredito profundamente que nada vai conseguir parar [o movimento]. Ninguém pode parar o espírito de liberdade e verdade”.

A Polônia aprovou uma lei em março de 2007 exigindo que indivíduos declarassem se eles tinham trabalhado alguma vez como informantes comunistas de serviços de segurança.

O procurador Maliar, especialista em crimes políticos e advogado para a recente lei de censura ao comunismo, concordou com Oleksandr, dizendo: “Existem semelhanças entre os crimes cometidos pelo Partido Comunista na China e na Ucrânia. Sem comunismo, qualquer nação será mais forte.”

“Quanto mais cedo os chineses renunciarem à sua filiação com o Partido, mais cedo eles ganharão sua liberdade e serão capazes de trabalhar para um futuro melhor”, acrescentou.

O Movimento para “Renunciar ao PCC” está intimamente relacionado com os processos judiciais recentemente arquivados contra Jiang. Como chefe do governo e líder do PCC, Jiang iniciou a perseguição aos praticantes de Falun Gong em 1999. Desde então, um número incontável de praticantes foi preso, detido, submetido a lavagem cerebral, enviado a campos de trabalho forçado, torturado e teve seus órgãos extraídos a força. Pelo menos 3.864 tiveram suas mortes confirmadas devido à tortura enquanto estavam sob custódia.

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