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Bienal do Livro 2012 bate recorde de público em São Paulo

Organizadores se dizem satisfeitos, visitantes reclamam do preço da entrada e estacionamento
Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2012. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2012. (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

SÃO PAULO – A 22ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada entre 9 e 19 de agosto no Anhembi Parque, o maior centro de exposições da América Latina, com  de 60 mil metros quadrados, na zona norte da capital, bateu recorde de visitação este ano, de acordo com o último balanço divulgado pela organização do evento. Em seus 11 dias de duração, 750 mil pessoas visitaram o pavilhão de exposições, 123 mil somente no penúltimo dia, 18.

A marca representou um aumento de 0,94% em relação a 2010, quando foram contabilizados 743 mil visitantes. “Encerramos o maior encontro literário da América Latina com a certeza de que a leitura continua crescendo no interesse da população”, disse Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade que promoveu a bienal, em coletiva de imprensa durante o encerramento do evento. A expectativa dos organizadores era receber 800 mil visitantes.

Dentre consagrados e novos talentos, a CBL trouxe 1.180 autores, dos quais 18 internacionais. Com o tema “Livros transformam o mundo, livros transformam pessoas”, a bienal de São Paulo deste ano reuniu cerca 480 editoras, livrarias e distribuidoras, sendo 346 brasileiras e 134 extrangeiras, e teve 1.829 lançamentos de livros. Debates e atrações diversas em seis distintos espaços culturais, por onde passaram 12.010 pessoas, também foram destaques da programação, que visou mesclar a literatura com diversão, negócios, gastronomia e cultura.

As principais editoras relataram um balanço positivo de vendas e divulgaram o ranking dos livros mais vendidos. Entretanto, ainda não foi anunciada a relação do faturamento geral do evento.

Mas nem tudo agradou no maior encontro literário da América Latina. A vigilante Daniela Souza Alves achou uma contradição entre o preço da entrada e o objetivo principal do evento de estimular a leitura. “Eu acho que o governo quer manter as pessoas ignorantes. A entrada é 12 reais, mas lá dentro [da bienal] é possível comprar quatro livros com 10 reais. Como incentivar a leitura se ninguém incentiva o emprego para ajudar a melhorar a situação da renda das pessoas?”

O taxista Severino Fernandez Machado concorda. “Assim eu acho muito difícil se criar oportunidade para as pessoas que têm mais necessidades de virem à bienal. Se a pessoa está desempregada, já tem que pagar o ônibus, ainda tem que pagar para entrar. Fica difícil incentivar uma pessoa a ler desse jeito. O nosso país está muito difícil nesse sentido”, diz Severino contestando também o preço do estacionamento, a partir de 30 reais. “Cobrar pelo livro eu acho certo, claro, o autor escreveu. Se o governo quer incentivar a leitura, acho que a entrada da bienal deveria ser gratuita. Deveria ser facilitado ao máximo a entrada.”

Do total de visitantes, 120 mil eram alunos de escolas públicas e particulares, vindos da capital e interior do Estado de São Paulo, segundo a organização do evento. Eles receberam dos governos estadual e municipal vales livros de 20 e 10 reais, respectivamente, totalizando 750 mil reais, incluído os de 50 reais para professores da rede estadual.

Tiveram direito a entrada gratuita professores, bibliotecários, estudantes inscritos em visitação escolar programada, profissionais da cadeia produtiva do livro, maiores de 60 anos e crianças de até 12 anos.

Entre as novidades deste ano se destacou, no estande da Editora All Print, o livro Zhuan Falun (Girando a Roda da Lei), best-seller na China em 1996. Já traduzido para mais de 40 idiomas, teve seu lançamento em português ano passado na XV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. De autoria do Sr. Li Hongzhi, fundador da prática do Falun Dafa, o livro gerou um “furor” na China por reavivar o aspecto espiritual perdido daquela civilização em milhões de pessoas nos anos 90, até que foi proibido pelo regime comunista em 1999, quando iniciou a perseguição à disciplina, que dura até hoje.

A Bienal Internacional de São Paulo 2012 foi realizada pela joint-venture Reed Exhibitions Alcantara Machado, maior promotora de feiras do mundo, e teve 84,7 mil seguidores no facebook e 17,3 mil no twitter.

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