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Beneficiados pelo tratamento de esclerose múltipla com vitamina D divulgam a terapia

Documentário que divulga a terapia já tem mais de 150.000 visualizações no YouTube

Beneficiados pelo tratamento com altas doses de Vitamina D contra esclerose múltipla tem divulgado a informação da terapia a outros pacientes que sofrem da mesma doença. A terapia, segundo os beneficiados, apresenta resultados rápidos e eficientes na redução dos sintomas da doença, ajudando-os a superá-la e ter uma vida normal e sem sequelas.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, na qual o sistema imunitário do próprio corpo ataca a bainha de mielina do sistema nervoso central, que é composto pelo cérebro e a medula espinhal. No Brasil, estima-se que 50.000 pessoas são afetadas pela doença, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). A doença afeta geralmente jovens entre 20 a 40 anos.

O jornalista, Daniel Cunha, de 27 anos, foi diagnosticado com a doença no final de 2009. Durante os seis meses de tratamento convencional, ele experimentou uma depressão devido aos efeitos colaterais do tratamento convencional, que é ministrado por meio de injeções periódicas. Após este período, ele conheceu o tratamento com vitamina D, prescrito pelo neurologista Dr. Cícero Galli Coimbra, que também é professor e pesquisador na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Em 2010, o jornalista começou o tratamento com vitamina D, que gerou bons resultados, segundo ele. Imediatamente, Daniel se questionou sobre o tratamento não ser divulgado. Por ser jornalista e motivado em divulgar o tratamento, ele fez um documentário lançado em abril deste ano, que já teve mais de 150.000 acessos no You Tube e criou um blog para que as pessoas pudessem se manter informadas sobre o tratamento.

“Hoje recebo muitos e-mails por dia … tem um monte de pessoas que comentaram o vídeo. As pessoas [beneficiadas pelo tratamento] se unem porque todas tiveram melhoras e querem difundir o conhecimento para outras pessoas”, disse Daniel.

Outro paciente, o engenheiro ambiental e surfista de 31 anos, Marcelo Claudio Bergamo de Palma, que apresenta seu depoimento no vídeo feito por Daniel, foi diagnosticado com a doença em 2008, e hoje leva uma vida normal graças ao mencionado tratamento com doses elevadas de vitamina D.

“Passei por diversas internações de pulsoterapias para receber medicação (corticóides) intravenosa e utilizei poucos meses do tratamento convencional com aplicações diárias de Copaxone. Após iniciar o tratamento com vitamina D, abandonei o tratamento convencional e nunca mais precisei de pulsoterapia. Nos exames de ressonância magnética as lesões regrediram ou desapareceram e não houveram mais lesões novas ou em atividade, o que mostra que a doença está em remissão permanente. Hoje minha vida é normal, com trabalho e atividades físicas”, disse o engenheiro.

Segundo Marcelo,  pacientes da Europa e América do Norte, vem atualmente para o Brasil receber o tratamento prescrito pelo Dr. Cícero.

Tratamento convencional

O tratamento convencional da esclerose múltipla, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, é feito por medicamentos chamados interferons.

A ABEM informa que o tratamento de esclerose múltipla pode ser subdividido em quatro tratamentos, conforme a evolução da doença: surto, modificadores da evolução da doença, sintomático e reabilitacional.

Para o surto, se utiliza habitualmente pulsoterapia com glicocorticoides, que são anti-inflamatórios hormonais e visam abortar a atividade inflamatória e, com isto, o evento sintomático.

Os modificadores da evolução da doença visam minimizar os surtos na intensidade e frequência, com isto acarretando menos acúmulos lesionais (em nível de sistema nervoso) e concomitantemente menos acúmulo de incapacitações.

O tratamento sintomático visa amenizar e tornar mais toleráveis os sintomas vigentes. A reabilitação trabalha concomitantemente melhorias funcionais, melhorando funções deficitárias, adaptando e melhorando a qualidade de vida do paciente.

“[A efetividade do tratamento dos] modificadores da evolução da doença tem uma eficácia de 30-40% (interferons e acetato de glatirâmer). Já as medicações mais novas [tem eficiência] em torno de 68% (natalizumabe e fingolimod)”, informou a ABEM.

O gasto mensal de um paciente com esclerose múltipla varia de R$ 2.300,00 a R$ 5.700,00 com o interferon-beta ou acetato de glatirâmer, segundo o portal da UNICAMP.

O tratamento com Vitamina D

O tratamento com altas doses de vitamina D é conhecido e estudado pela comunidade científica há mais de 40 anos, com mais de 3.700 estudos publicados em revistas científicas.

“A vitamina D é um hormônio esteróide que controla 229 funções (genes) dos órgãos humanos. A falta desta substância pode causar doenças autoimunes ou não autoimunes”, afirma o Dr. Cícero.

O tratamento não se limita somente a esclerose múltipla. É usado  também em outras doenças autoimunes, tais como artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, psoríase, vitiligo, tiroidite de Hashimoto, entre outras. Algumas doenças não autoimunes, como câncer, tuberculose, depressão e esquizofrenia também podem ser melhoradas com o uso deste tratamento.

A vitamina D é uma substância produzida durante a exposição solar. O médico alerta que devido ao estilo de vida moderna, as pessoas possuem baixo nível de vitamina D em seus organismos.

“As pessoas estão se escondendo do sol, durante o trabalho ou dentro de casa, fazem compras em locais fechados e usam insulfilm nos vidros dos carros com medo da violência urbana”, afirma.

Além disso, “a vitamina D não é restaurada pela alimentação, ou o valor é muito baixo para permitir a sua substituição no nível apropriado”, afirma o médico.

Segundo o doutor, estudos mostram que, se apenas 5.000 unidades diárias de vitamina D fossem substituídas nos corpos de população adulta, os casos de câncer poderiam cair para 40%.

Polêmica na comunidade médica

O tratamento de esclerose múltipla e outras doenças com altas doses de Vitamina D tem gerado polêmica na comunidade médica. Alguns médicos alegam que este tratamento não deve ser ministrado isoladamente e que o tratamento convencional usando interferons deve continuar.

“O que está se focando sempre agora é que ‘estou bem porque não estou tendo surtos’, mas isso não é a única leitura da doença”, diz a presidente da Sociedade Gaúcha de Neurologia e Neurocirurgia, Dra. Maria Cecília Vecino, ao G1. Ela afirma que o tratamento com vitamina D pode ser usado como complemento ao tratamento convencional, com interferons.

O Centro de Atendimento e Tratamento de Esclerose Múltipla (CATEM) no editorial de junho deste ano alertou que o tratamento convencional deve ser mantido, podendo repor doses de Vitamina D nos casos em que as pessoas tenham níveis inadequados deste hormônio em seus organismos.

“Não há até hoje sequer um artigo que demonstre o efeito terapêutico da vitamina D no tratamento da esclerose múltipla”, alega a CATEM em seu editorial de junho.

Entretanto, uma busca de artigos científicos relacionando as expressões “Vitamina D”, “esclerose múltipla” e “terapia” resultam em 58.319 estudos no portal científico Scirus.

O Dr. Cícero, quando questionado sobre a efetividade de seu tratamento afirmou categoricamente “[Com este tratamento com altas doses de vitamina D] a doença é desligada”.

Ele também afirma que muitos médicos têm resistência a adotar novos tratamentos e podem enfrentar interesses econômicos das empresas farmacêuticas, fabricantes de medicamentos de alto custo para o tratamento da esclerose múltipla.

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  • Tia Dora

    Manaja, interessante que apenas a vitamina D de um determinado fornecedor de suplementos serve, muito estranho, detalhe não existe publicação sobre o tema com os pacientes o que também levanta sérias suspeitas, é uma doença que apenas tem controle e se fala até em cura(não estar em surto não significa que a doença não está lá), na verdade quem parte para esse “tratamento” está servindo de cobaia, sem contar os imensos estragos que a alta dosagem de vitamina D gera, problemas nos ossos, rins e até no coração.

  • Delmira Correia

    Gostei , sou portuguesa, e sei que em Coimbra há uma medica neste método, ja podia ter ido mas desconfiei, como ja fui cobaia de farmacêutica e tive que parar, vitaminas e Sol que mais posso em querer ? A graça de Deus e ser feliz, e essa ja a tanho.

  • Gustavo

    Boa Tarde, Minha sogra possui EM e estou tentando marcar um consulta com o Dr Cícero ja faz alguma tempo. Alguém consegue me passar outro telefone dele ou celular, email….qq coisa…..pois não consigo contato com o Dr.
    Muito Obrigado

  • fatima

    olá, preciso saber mais sobre o tratamento com vitamina D, pois não sei o que pensar o que fazer, minha vida virou de cabeça para baixo;.

    • francisca

      olá Fátima minha filha foi diagnosticada com EM há 4anos e depois de todo esse tempo fazendo tratamento com interferon e ela só piorou, nós resolvemos confiar em Deus em primeiro lugar e nas benditas vitaminas pra ver se ela melhora. Nossa vida tbm está de cabeça pra baixo. Faz uma semana que ela começou o tratamento. Tenho fé em Deus que vai dar certo. Boa sorte pra vc tbm

      • Vitor

        Francisca, Tenho uma irmã com EM também. Sua filha já começou o tratamento? Se sim, o que estão achando? Grato

  • Francisca

    minha filha começou o tratamento com o Dr. Cícero há uma semana depois de 4 anos com interferon e só piorou. Fico cheia de esperança lendo esses depoimentos pois estou sofrendo muito depois do diagnóstico de EM. Minha filha só tem 23 anos. Gostaria de saber se a vitamina D causa algum efeito colateral. obrigada Deus abençoe a todos.

    • Vitor

      Francisca, já li sobre os efeitos colaterais da Vitamina D. O principal efeito colateral é a calcificação nos Rins. Portanto, uma dieta adequada ajudará a amenizar tal efeito.

  • Magna Rocha de Moura

    Estou com 34 anos e tive um diagnostico de esclerose múltipla em 1999, porém o diagnostico não foi fechado completamente, desde o ano passado venho tendo algumas paralisias faciais e nos membros do lado esquerdo, tive uma a cerca de quinze dias e o medico diagnosticou como sendo labirintite, porém a tres meses eu havia tido uma paralisia facial e estava investigando e na ressonancia constatou a esclerose múltipla ainda não estou sendo medicada, fiquei internada durante cinco dias para uso de corticoide e agora estarei dando entrada para conseguir a medicação interferon, porém gostaria de saber mais informações sobre o tratamento com a vitamina D, pois até o momento não estou querendo começar com o interferon.

  • Gilberto Gehrke

    Boa Tarde, vi o video hoje, Moro numa pquena cidade chamada Cunha Porã -SC, sou portador de EM já por uns 7 anos, durante quase 5 anos fiz interferon ( 3 x semana), os efeitos fora devastadores, por isso parei, volta e meia faço pulsoterapia. Estou muito interessado no tratamento com vitamina D, como faço para saber o que tomar
    (receita?) só ir no sol basta?
    Se puder me dar maiores informações ..agradeço
    Abraços..Gilberto

    • Ticiane Rossi

      Olá Gilberto,
      Acho que você pode se inteirar mais sobre o tratamento olhando os comentários abaixo, sobre pesquisas e médicos especializados.

    • Flavia

      Boa tarde Gilberto!
      Sou portadora de EM desde outubro/2011,. Comecei a usar interferon 3x por semana no final de abril/2013. Estou a procura de alguém que faz ou fez uso dessa medicação para saber como foi….
      No seu relato… vc fala de efeitos devastadores…. Vc poderia me dizer quais foram esses efeitos?

      • clovis jr

        os efeitos do interferon quando tomava eram hrriveis cheguei a ter ate 41 graus de febre, porisso no dia seguinte não trabalhava.

  • Alessandra Dutra

    Daniel, boa tarde!
    Gostaria de saber hoje, Abril/2013, como esta seu tratamento com o Dr. Cícero, recebendo doses de vitamina D? Tenho vontade de ir à São Paulo consultar com ele… Não tenho conhecimento de nenhum médico em Belo Horizonte que utilize desse método… Tenho 40 anos, sou portadora de esclerose múltipla desde os 20 anos. A doença ficou adormecida por 20 anos, mas infelizmente agora ela voltou… Tenho sérias dificuldades com a deglutição; dores fortes de cabeça e muitas dormências nos membros, principalmente os superiores… Aguardo retorno. Que Deus te abençoe…

    • http://vitaminadporumaoutraterapia.wordpress.com Daniel Cunha

      Oi Alessandra. Meu tratamento segue muito bem, obrigado. Já tive alta e agora é só manter com a vitamina D. Há pouco tempo fiquei sabendo de um médico atendendo em Vespasiano, acredito que seja uma boa alternativa pra você. Tente falar com ele, acredito que possa te ajudar bastante. Boa sorte!

      Dr. André Costa Lage
      Especialidade: Clínico Geral e Acupunturista
      Cidade: Vespasiano/MG (a 20 km de Belo Horizonte)
      Tel: (31) 3621-3110

    • clovis jr

      alessandra, eu li seu relato, o tratamento com vitamina d teve resultados otimos comecei o tratamento ha 8 meses, resultado: renovei minha carteira de motorista, tenho uma vida normal. boa sorte pra vc, abraço.

  • Breno Menezes Filho

    Um amigo descobriu recentemente que o filho de 16 anos está com essa doença e ele está rebelde com o tratamento de injeções. Será que tem algum médico que segue este tipo de tratamento em Brasília ou é preciso que ele vá em São Paulo? Tenho tentado ligar mas o telefone só dá ocupado.

    • Ticiane Rossi

      Olá Breno, segue os contatos do médico em Brasília que faz o tratamento segundo o site “Vitamina D, por uma outra terapia”.
      Dr. Edison Saraiva Neves
      Especialidade: Nutrologia
      Cidade: Brasilia/DF
      Endereço: SHLN lote 10 bl J. Ed. Multiclinicas salas 3/05/307.
      Tel: (61) 3274-8661

  • Eduardo bove

    Fui diagnosticado com esclerose múltipla a cerca de 2 meses e ainda espero pelo interferon pelo sus, tenho alguns amigos que trabalham em laboratórios e afirmam ser uma máfia… Alguém pode me passar o contato do Dr. Cícero ? Estes depoimentos e o vídeo foram uma injeção de ânimo para mim!!!

    • Ticiane Rossi

      Dr. Cícero Galli Coimbra
      Especialidade: Neurologia
      Cidade: São Paulo/SP
      Endereço: Rua Diogo de Faria, 775 conj. 94
      Tel: (11) 5908-5969 ou (11) 5084-4642 [após as 14h]

      • Luso Barros

        Obrigado Ticiane já ligei e agendei uma cosulta que deus te abençoe.

      • Gustavo G.

        Eu estou tentando ligar nesses telefones ja faz alguns dias e não consigo falar com ninguém. Ele mudou o número, tem alguma outra forma de contato com ele? Estou ficando desesperado jah.
        Obrigado

  • Luso Barros

    Eu tenho esclerose múltipla a 5 anos e não conheço o tratamento com vitamina D. Gostaria de ter mais informações sobre o tratamento,pois não aguento mais o tratamento convencional.

  • DAVID ALVES FERREIRA FILHO

    GOSTARIA DE TROCAR DEPOIMENTOS COM PESSOAS QUE ESTAO SE TRATANDO COM VITAMINA D E QUE FAZEM TRATAMENTO COM O DR CICERO.

    HOJE FAZ 10 DIAS QUE COMECEI A TOMAR A VITAMINA D, E A MINHA AUTO-ESTIMA ESTÁ VOLTANDO SÓ EM SABER QUE POSSO (E VOU) FICAR BOM.

    • clovis jr

      david e um prezer trocar experiewncia, seja bem vindo abraço

  • Rafael

    Ana Claudia, não achei o grupo que você mencionou, poderia passar o link, por favor? Obrigado.

  • Roberto Toledo

    Isso faz lembrar os “tratamentos milagrosos”, que viram moda durante um certo tempo e depois caem no esquecimento, como o tratamento com picadas de abelha.

    Esse Dr Cícero é o único que receita esse medicamento. Será mesmo que todos os outros neurologistas são desonestos ao não receitarem esse milagre da medicina?

    Pra mim, isso pode até ter algum potencial, mas por enquanto, não passa de um tratamento alternativo, como tantos outros que existem por aí e ninguém consegue comprovar a eficácia.

    • Carlos

      Quanta ignorância “desse” Roberto Toledo.

      • Ana

        Concordo com vc Carlos.

    • Junia

      Roberto, vc ja parou para pensar o porque um tratamento que não necessita ser subsidiado pelo governo (o governo gasta milhões em subsidios para o uso de medicamentos carissimos q compõe o tratamento tradicional) pq eh acessivel financeiramente para a população, que não eh de interesse dos laboratorios ( q ganham esses mesmos milhões com a venda) porque não rende milhoes, que não eh de interesse dos medicos que tiram suas ferias, bimestrais, semestrais ou anuais as custas desses laboratorios que patrocinam a eles congressos ou simposios ao redor do planeta, ou ainda, pq os centros de pesquisas mais modernos (q são equipados por esses mesmos laboratorios, uma vez q o ministerio da educação não equipa por falta de verbas diluidas na corrupção e na falta de preparo ou interesse dos seus ministros) não recebem os pesquisadores com interesse na vitamina D.
      Se não pensou, pare e reflita, porque vc vai descobrir que a população que sofre desse mal, eh a menos levada em consideração, e eh por isso mesmo que esse video foi feito, para dar voz as pessoas portadoras de esclerose multipla, que depois de sofrerem em nome de tratamentos tradicionais que não curam, que so retardam, e por pouco tempo os sintomas,possam dar seus depoimentos, e mostrar a quem interessa, que existe uma forma eficaz de tratamento, que não eh divulgada, pq não interessa aos que ganham com a dor e o sofrimento alheio.

    • Marcelo

      Olá Roberto, muito prazer!

      Sabe, este não é um tratamento milagroso, esotérico ou espiritual. Trata-se de um tratamento com todas as comprovações científicas necessárias para a justificativa de utilizaçao de qualquer protocolo. Seguem abaixo alguns links de algumas das milhares de pesquisas publicadas nas principais universidades:
      Os benefícios da vitamina D (que na realidade é um pro-hormônio esteróide, não uma “vitamina” conforme se sabe desde a década de 1930) para o combate à esclerose múltipla estão documentados em mais de 3.800 estudos publicados na literatura científica especializada (“Journal Sources”):

      http://www.scirus.com/srsapp/search?sort=0&t=all&q=%22vitamin+D%22&cn=all&co=AND&t=all&q=%22multiple+sclerosis%22&cn=all&g=a&fdt=0&tdt=2013&dt=all&ff=all&ds=jnl&ds=nom&ds=web&sa=all

      É Importante lembrar que há apenas 3 anos atrás eram apenas 750 estudos publicados acumulados ao longo de mais de 40 anos de pesquisas, o que demonstra a atenção rapidamente crescente que o meio científico tem dedicado ao assunto nos últimos anos.

      Destaco algumas publicações:

      http://jnnp.bmj.com/content/83/5/565.abstract?sid=df512180-0970-423f-977f-49f05294b7e5
      Estudo controle “duplo-cego, randomizado” (“double-blind, randomized”) mostrando redução do número de lesões ativas no grupo tratado com
      doses relativamente baixas de vitamina D (20.000 UI por semana) por apenas 1 ano, além de tendências a diversas outras melhoras, em comparação com o grupo que recebeu apenas interferon + placebo, sem efeitos colaterais verificados. Naturalmente, é de esperar-se que as tendências se concretizem (se tornem “estatisticamente significantes”) especialmente com doses maiores, mas também com o prolongamento do período de observação para 2 anos ou mais. A dose de 20.000 UI por semana (menor do que 3.000 UI por dia) pode ser considerada relativamente baixa, pois a dose de 20.000 UI pode ser obtida por uma única exposição solar de poucos minutos de duração (10-15 minutos), desde que a exposição atinja uma área do corpo suficientemente extensa (no caso, com o corpo quase inteiramente descoberto) e que ocorra em horário adequado para a produção de colecalciferol, que varia de acordo com a estação do ano e localização geográfica com relação à linha do equador.

      Em 1986 (há 26 anos) demonstrou-se que doses ainda modestas (5.000 UI por dia) mostraram-se capazes de reduzir em mais de 50% a frequência de surtos em portadores de esclerose múltipla (http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/0306987786900101).

      A administração de doses elevadas progressivamente ao longo de 7 meses (a partir da dose semanal de 28.000 UI = 4.000 UI por dia, até ser atingida a dose semanal de 280.000 UI = 40.000 UI por dia) levaram à redução das lesões ativas em comparação com o número de lesões ativas encontradas nos mesmos pacientes antes dos 7 meses, não sendo verificada a ocorrência de efeitos colaterais:
      http://www.ajcn.org/content/86/3/645.long

      Alta frequência de surtos e elevada severidade das sequelas neurológicas (paraplegia, cegueira) correlaciona-se com níveis
      circulantes mais baixos de vitamina D tanto em adultos (http://msj.sagepub.com/content/14/9/1220;
      http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21047880?dopt=Abstract) como em crianças (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20437559?dopt=Abstract).

      Na qualidade de potente pró-hormônio imuno-regulador, a vitamina D inibe a resposta imunológica direcionada contra o próprio organismo (denominada pelos imunologistas como “TH17″), tanto em indivíduos saudáveis (http://msj.sagepub.com/content/early/2012/03/28/1352458512442992) como nos portadores de esclerose múltipla (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2882221/), sem inibir a resposta direcionada contra infecções (ao contrário, potencializando a resposta antimicrobiana, tal como se verifica, por exemplo, no tratamento da tuberculose pulmonar:
      http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(10)61889-2/fulltext).

      Sobre alguns conflitos de interesses:
      http://pandemicsurvivor.com/2010/12/08/conflict-of-interest-at-national-academy-of-science/;
      http://suite101.com/article/the-vitamin-pharmaceutical-companies-dont-want-you-to-know-about-a328269).

      A administração diária de 1.000 UI eleva a concentração plasmática de vitamina D em cerca de 5 ng/mL(12.5 nmol/L); já a administração diária de 5.000 UI eleva a concentração plasmática de vitamina D em cerca de 36 ng/mL(90 nmol/L); a administração diária de 10.000 UI eleva a concentração plasmática de vitamina D em cerca de 64 ng/mL (160 nmol/L) (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12499343?dopt=Abstract).

      Pessoas portadoras de EM são parcialmente resistentes à vitamina D em decorrência de polimorfismos genéticos
      (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3002863/), necessitando portanto de doses ainda maiores para obterem o mesmo efeito biológico desse potente pró-hormônio imuno-regulador.

      As pessoas portadoras de EM, além de serem parcialmente (geneticamente) resistentes aos efeitos biológicos da vitamina D, têm concentração plasmática média de 14 ng/mL. A Sociedade de Endocrinologia (Endocrine Society) recomenda umnível mínimo de 40 ng/mL para pessoas não resistentes, ou seja, não portadoras de doenças autoimunitárias.

      Evidências se acumulam em relação ao papel protetor da vitamina D contra o risco de se desenvolver esclerose múltipla e
      contra a progressão da doença: “Evidence continues to accumulate supporting a protective role for vitamin D in MS risk and
      progression.” (http://journals.lww.com/co-neurology/pages/articleviewer.aspx?year=2012&issue=06000&article=00006&type=abstract).
      Aos poucos, laboriosamente, a divulgação da importância da vitamina D para a saúde pública vai conquistando espaço no ambiente acadêmico: http://www.health.harvard.edu/newsweek/time-for-more-vitamin-d.htm

      Espero ter contribuido para esclarecer!

      Fraternal abraço

  • Sueli Caramello Uliano

    Como o CATEM pode afirmar que não há um só estudo sobre o assunto e haver mais de 58.000 artigos no respeitadíssimo portal http://www.scirus.com? Parece brincadeira! Entendo que os laboratórios sejam os grandes mantenedores desses centros de referência, mas plantar uma mentira dessas é muita cafajestice!

  • Ana Claudia

    Eu tenho esclerose multipla e sou paciente do Dr. Cicero Galli ha mais de quatro anos, desde entao, nao tenho mais manifestacoes da doenca. Para quem quiser saber mais sobre esse tratamento, temos um grupo no Facebook: “Esclerose Multipla tem Solucao… bEMditas vitaminas.”